| Defesa
Civil lança cartilha sobre as chuvas de verão
Por:
Cláudia Loureiro, do G1, no Rio
Foi pensando nos transtornos que as tempestades trazem no
período mais quente do ano – de dezembro a
março – e também na maior incidência
de chuvas, que a Defesa Civil do Município do Rio
lança, nesta terça-feira (28), uma cartilha
chamada “Plano Verão 2006/2007”. A publicação
tem o objetivo de orientar a população como
agir nos dias de temporal e como se prevenir de acidentes.
O
manual está sendo distribuído, gratuitamente,
em comunidades, associações de moradores,
escolas e repartições públicas. Nesta
segunda-feira (27), um temporal atingiu a Baixada Fluminense
e uma enxurrada d’água arrastou dezenas de
carros e invadiu várias residências na região.
Não
basta ler, é preciso participar
Segundo o coordenador geral da Defesa Civil do Rio, João
Carlos Mariano, o sistema municipal de emergência
é muito bem preparado para agir nos casos de acidentes.
O manual traz orientações de como agir nos
dias de chuva forte em relação ao trânsito,
deslocamento e, principalmente, sobre a exposição
a riscos desnecessários. Deve-se, por exemplo, evitar
atravessar áreas inundadas, pois além de correr
o risco de cair em um bueiros sem tampa, é possível
ser pego de surpresa por um choque elétrico.
O
manual sugere também que parentes que tenham algum
familiar com necessidade especial devem lembrar de informar
isso ao serviço de emergência quando for acionado.
Dessa forma, a equipe de resgate saberá que cuidados
e precauções tomar para facilitar o transporte
de alguém que usa cadeira de rodas.
Jogue
o lixo no lixo
O lixo é, mais do que tudo, uma problema de comportamento.
É comum bueiros entupirem se a população
não colabora e joga sacos plásticos na rua.
Uma providência muito útil é saber os
horários que a companhia coletora de lixo passa e
só deixar o lixo perto da porta, na hora que o caminhão
for passar.
Por
que o Rio alaga tanto?
Para João Carlos Mariano, quando chove muito em um
pequeno período de tempo não há como
“não alagar”. O problema acontece por
causa do volume de chuvas e, não necessariamente,
por causa de lixo jogado nas ruas ou bueiros entupidos.
“Não
é só o Rio que alaga. Em qualquer grande cidade
do mundo, se chover muito, alaga. Lugares como o Japão,
a Alemanha e a Europa também sofrem com as enchentes.
A média histórica de chuva na cidade passa
de 1.200 milímetros de chuva por ano. Tem dias que
chove 250 milímetros em uma hora. Não tem
como absorver esse volume”.
Uma
questão fundamental: a mudança de comportamento
Há, ainda, uma questão um pouco mais complexa,
que é a mudança de comportamento da população.
Orienta-se, por exemplo, que as crianças que estejam
na escola no momento do temporal permaneçam lá,
até o tempo melhorar.
Quem usa medicação diária, se precisar
sair num dia chuvoso, deve lembrar de levar os remédios,
pois a volta para casa pode ser demorada. A família
deve ter sempre a mãos os números de emergência
(bombeiros, ambulâncias, defesa civil) e saber a quem
recorrer se precisar.
Se
faltar luz, é prudente ter o telefone da concessionária
de energia elétrica para pedir socorro. E, como prevenir
nunca é demais, é interessante ter sempre
uma lanterna, com pilhas novas, em casa.
Como
bem mencionou João Carlos, “fenômenos
naturais não têm como evitar, só minimizar
os efeitos dele”. A Defesa Civil pode, no entanto,
informar, mas é preciso que a população
participe.
Em
foco, a “garotada”
Esse ano, a Defesa Civil tem trabalhos voltados exclusivamente
para a “garotada”, como disse João Carlos.
Segundo a ONU, as maiores vítimas de tragédias
naturais no mundo são as crianças. O mascote
do órgão, um boneco chamado “defesinha”,
visita escolas e comunidades e informa aos jovens sobre
os perigos de brincadeiras com pipas e em cima de lajes,
além de dar dicas de como atravessar ruas.
Quem
quiser agendar treinamento e curso da Defesa Civil pode
ligar para 2576-7297.
Fonte:
www.g1.com.br |