| Petrobrás
avalia reajuste no diesel e na gasolina
Se o preço internacional do petróleo permanecer
no nível atual, deve ser repassado aos postos no
Brasil
Por:
Dow Jones Newswires
A
Petrobrás vai elevar os preços domésticos
dos combustíveis se o petróleo no mercado
internacional continuar em torno de seus picos recentes,
disse ontem o diretor-financeiro da estatal, Almir Barbassa.
"Se os preços permanecerem nesse nível,
está claro que serão repassados", afirmou.
"Mas não acredito que isso vá ocorrer.
Em nossa opinião, eles estão elevados por
causa de fatores isolados. E não repassamos repiques
de preços para nossos consumidores", ressaltou
o executivo, que participou de um seminário em São
Paulo.
A
estatal brasileira trabalha com um cenário de preços
de petróleo entre US$ 60 e US$ 70 o barril, para
que as cotações atuais da gasolina e do diesel
cobradas no Brasil façam sentido, explicou.
Barbassa
defendeu as ações da empresa na Bolívia.
"A Petrobrás sempre se ajustou para cumprir
a legislação na Bolívia", afirmou.
A promotoria de Santa Cruz informou, no sábado, que
pretende interrogar três executivos da estatal que
atuavam na Bolívia sobre supostas vendas ilegais
de gás para o Brasil.
As
autoridades bolivianas conduziram uma busca na sexta-feira
nos escritórios da Andina, uma subsidiária
da espanhola Repsol-YPF, procurando documentos que comprovassem
um contrato de 2002 entre a empresa e a Petrobrás,
que teria permitido a exportação de gás
para o Brasil por um preço abaixo do oficial.
O
ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés
Soliz, estima que essas vendas foram feitas por quatro anos
e custaram ao governo do país cerca de US$ 161 milhões.
A
Petrobrás informou que um dos três ex-executivos
na Bolívia, Antonio Luiz Silva de Menezes, já
está aposentado. A companhia não soube dizer
se Ruben Patritti Leiva trabalhava no grupo. O terceiro
executivo, Luis Rodolfo Landim, está trabalhando
na MMX, empresa do setor de siderurgia. Ele disse que a
Petrobrás, e não ele, é quem deve responder
legalmente às acusações feitas pela
Bolívia.
Barbassa
acrescentou que, durante as negociações com
o governo boliviano, a Petrobrás levantou a questão
da compensação para possíveis perdas
no país andino. A empresa brasileira investiu mais
de US$ 1,5 bilhão na Bolívia nos últimos
anos.
A
Petrobrás já havia informado em comunicado,
no dia 4, que são "infundadas" as denúncias
envolvendo seus ex-executivos. No dia 18, a Petrobrás
informou que o contrato com a Andina tinha como objetivo
reduzir a exposição da companhia a excessivas
variações do preço de compra de gás
boliviano. "O encerramento do contrato foi decidido
depois das mudanças regulatórias na Bolívia",
informava a nota.
Fonte:
www.estadao.com.br |