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Nova Iguaçu: Impasse nas salas de aula

Rede municipal pode ficar de novo sem professores, que não aceitam valores da prefeitura


Por: Jefferson Machado

Rio - Professores da rede municipal de Nova Iguaçu decidiram ontem voltar ao trabalho, após 24 horas de paralisação. A categoria informou, no entanto, que vai manter o estado de greve até o dia 8, quando realizará nova assembléia. A classe rejeitou a proposta do governo que incorpora 20% do abono para quem tem mais de 20 anos de serviço e 100% para quem tem até 20 anos de trabalho.

De acordo com a diretora do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), Lidiane Lobo, a categoria quer a incorporação total do abono para todos os professores. Eles questionam também o desconto para o Previni — Fundo de Pensão dos servidores de Nova Iguaçu. “Com o abono, os professores não descontam o Previni. Mas, com a incorporação, isso passará a ser descontado, causando perda salarial para todos os professores”, afirmou Lidiane.

Segundo o secretário municipal de Planejamento e Administração de Nova Iguaçu, Fausto Trindade, haverá uma nova conversa com os professores, mas adianta que não tem como alterar a proposta apresentada, alegando que inviabilizaria a Previni. De acordo com ele, a Prefeitura chegou a esta conclusão depois de realizar um estudo que se baseou no limite máximo de concessão, de modo que não comprometesse o pagamento de aposentadoria do funcionalismo do município.

“Atualmente, o fundo tem saldo positivo de R$ 60 milhões. Se incorporarmos os 100% de abono para todos os professores, o Previni passará a ser deficitário”, explicou o secretário.

De acordo com a direção do Sepe, 70% dos professores municipais aderiram à paralisação de ontem. Já a Secretaria Municipal de Educação desmente, afirmando que esse percentual não ultrapassou os 40%. A assembléia do dia 8 está marcada para as 14h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, que fica na Travessa Soares 55, no Centro.

Carta aberta em passeata

Os servidores da área da Saúde de Duque de Caxias vão distribuir, durante passeata gay no município, prevista para domingo, uma carta aberta criticando o prefeito Washington Reis.

Diretora do Sindsprev (sindicato dos trabalhadores de Saúde, Trabalho e Previdência do estado), Leny Claudino explicou que o documento denuncia o desconto nos salários dos trabalhadores pelos três dias da greve, realizada em maio. “O prefeito não cumpriu a palavra dada ao comando de greve, de que não nos puniria”, argumentou Leny.

Segundo a sindicalista, a prefeitura cortou também o pagamento das reposições de plantão (RP). Na carta, os servidores pedem ainda reajuste de 50% para servidores da saúde, além da realização de concurso público.

 

Fonte: www.odia.com.br

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