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Tarifas em disparada

Pesquisa com 13 instituições revela que as taxas de serviços bancários subiram 89,74% mais que a inflação, de 2001 a 2005


Por: Luciene Braga

Rio - Pesquisa com os 13 principais bancos de varejo do País apontou que, de 2001 a 2005, o custo das tarifas bancárias subiu 89,74% acima da inflação registrada no período, que foi de 50,60%. A média do número de tarifas cobradas hoje por essas instituições é de 41 (varia de 34 a 46 por banco), contra as 39 verificadas em 2001 (de 30 a 41 tipos). As tarifas hoje representam 14% do total das receitas do sistema financeiro nacional, enquanto em 2002 correspondiam a 9%.

Na média, nesses cinco anos, de um total de 41 tarifas, 39 foram elevadas, enquanto nenhuma sofreu redução ou foi extinta. Duas novas foram criadas, em média. No período analisado, a abertura de crédito teve a taxa elevada de R$ 32,83 para R$ 367,23, em média.

Para o economista Miguel de Oliveira, que coordenou o estudo divulgado no site www.vidaeconomica.com.br, o resultado é surpreendente. “É a primeira vez que fazemos essa pesquisa e avaliamos a movimentação das tarifas bancárias no período de cinco anos. O que nos preocupa é o fato de as tarifas terem sido elevadas muito acima da inflação. Além disso, novas tarifas foram acrescentadas à cesta”, destacou o especialista.

De acordo com Oliveira, o objetivo do Banco Central, ao liberar as tarifas era estimular a concorrência entre os bancos, melhorar e baratear os serviços. “Esse estudo demonstra que esse movimento não foi suficiente para provocar a tão sonhada queda dos custos”, criticou.

Para fugir à tirania das tabelas livres, Oliveira sugere que o cliente faça uso racional dos serviços. “O brasileiro desconhece o valor das tarifas e usa os serviços sem preocupação com a economia. Dá cheques de baixo valor, tira muitos extratos e faz saques várias vezes. Precisa ter consciência de que esses serviços são cobrados pelos bancos. Logo vai perceber que pode evitar algumas despesas”, recomenda.

Fonte: www.odia.com.br

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