| ONU
obtém acordo em proposta de resolução
sobre Líbano
Por
Evelyn Leopold
NAÇÕES
UNIDAS (Reuters) - A França e os Estados Unidos chegaram
a um acordo na sexta-feira em cima de uma proposta de resolução
do Conselho de Segurança da Organização
das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de
pôr fim ao derramamento de sangue no Líbano
e em Israel, disse a ministra das Relações
Exteriores da Grã-Bretanha, Margaret Beckett.
"Temos
um acordo sobre o texto", disse Beckett a um grupo
pequeno de repórteres. Ela disse que o Conselho de
Segurança receberia a proposta nas próximas
horas, e que a intenção era votá-la
ainda na sexta-feira.
Israel
e o Líbano já receberam o texto, mas Beckett
disse que os autores da proposta vão pressionar pela
votação independente da reação
dos dois países. Houve dias de negociações
com ambos os governos, e agora o texto tem de ser aprovado
na votação entre os 15 integrantes do conselho.
O
primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert conversou com
a secretária de Estado dos EUA, Condolezza Rice na
sexta-feira e estava revisando a proposta.
"O
gabinete do primeiro-ministro está reunido agora
para tratar da proposta", disse uma fonte política.
O
Canal 10, israelense, afirmou que o texto foi "recebido
positivamente", mas fontes políticas disseram
que o gabinete de Olmert ainda teria que adotar uma posição.
O
porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Sean McCormack,
disse que Rice elogiou o acordo. "É um passo
positivo, mas é apenas um passo no processo. Queremos
uma votação sobre essa resolução
que leve a uma resolução duradoura",
disse McCormack à Reuters.
O
acordo pede a "cessação imediata das
hostilidades", seguida de uma retirada gradativa das
unidades israelenses, conforme o Exército libanês
e a missão de paz da ONU, reforçada, mobilizam-se
na região no sul.
Beckett
disse que a expectativa era de que Israel e Líbano
concordassem, embora ainda não houvesse informações
sobre a recepção dos dois governos ao texto.
"Não que Israel e o Líbano vão
sair por aí dizendo que aceitam cada palavra do texto,
mas que eles vão implementar o texto", disse
ela.
Mais
de mil libaneses e 121 israelenses já morreram na
guerra, que começou no dia 12 de julho com uma operação
dos militantes do Hizbollah, que sequestraram dois soldados
israelenses.
Por
insistência do Líbano, os Estados Unidos e
a Grã-Bretanha abriram mão da referência
ao Capítulo 7 da Carta da ONU, que permite a adoção
de uma operação de paz robusta da ONU.
Mas
o embaixador britânico na ONU, Emyr Jones Parry, disse
que mesmo assim o texto trará determinações
firmes para permitir a ação efetiva da missão
ampliada de paz, que deve ser liderada pela França.
"O
teste virá quando adotarmos essa resolução",
disse Jones Parry.
Beckett
advertiu que a resolução, que deve levar uma
semana para ser implementada, é de curto prazo. "Não
estamos tentando resolver todos os problemas do Oriente
Médio da noite para o dia", disse ela.
Fonte:
www.reuters.com.br
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