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Significado do dia Nacional da Conciência Negra
Desde
1978 - quando surgiu o Movimento Negro Unificado –
o guerreiro Zumbi passou a ser resgatado pela militância
negra como um herói nacional negro. E o dia sua morte
– 20 de novembro de 1695 – passou a ser referenciado
como Dia Nacional da Consciência Negra.
Por
todo o Brasil, neste dia, são realizados milhares
de eventos, atos públicos, manifestações,
cursos, seminários e atividades variadas em memória
do maior líder do Quilombo de Palmares, que ficava
entre Alagoas, Sergipe e Pernambuco, com mais 30 mil pessoas.
Na
época, Palmares era a maior formação
negra de resistência das três Américas,
pois, alguns historiadores acham que o quilombo de Zumbi
se tornara um estado negro dentro do estado colonial português,
devido à sua extensão territorial, ao número
elevado de quilombolas e por causa também da organização
interna do quilombo estruturado em mais de dez micro-cidades
intercomunicantes.
Zumbi
nasceu no Quilombo de Palmares, filho de uma família
negra que ali resistia. Durante uma invasão do quiilombo
feito por tropas portuguesas, os negros fugiram e algumas
famílias não tiveram tempo de levar os filhos.
Zumbi, ainda criança, foi aprisionado pelos portugueses
e mais tarde doado a um padre franciscano para ser educado
pela igreja.
Ele,
então, foi rebatizado de Francisco, se tornou coroinha
e subitamente, antes de completar 18 anos, fugiu para o
Quilombo de Palmares, onde passou a ser um guerreiro ousado
e destemido. Suas atuações em defesa do Quilombo
de Palmares valorizaram seu nome, e o então líder
deste quilombo, Ganga Zumba, deu-lhe o cargo de comandante
das tropas defensoras das dez cidades do Quilombo de Palmares.
As
sucessivas vitórias impostas portugueses; a criatividade
na organização militar das cidades dos quilombolas;
a sabedoria na aplicação da disciplina e a
coragem nos combates tornaram Zumbi uma lenda no Brasil
e em Portugal. Após a morte de Ganga Zumba, se tornou
governador das cidades quilombolas de Palmares e líder
militar incontestável.
Em
20 de novembro de 1695, com a destruição do
quilombo pelas tropas comandadas por Jorge Domingos Velho,
ele teve a cabeça decepada e exibida numa praça
de Pernambuco como forma de mostrar para o povo que Zumbi
não era imortal como apregoavam os cantadores das
praças do nordeste.
Em
sua homenagem existem monumentos seus no Rio de Janeiro,
Volta Redonda, Búzios e em Duque de Caxias. A primeira
universidade negra, em São Paulo, leva seu nome.
Diversas entidades negras levam seu nome. É o símbolo
do heroísmo negro brasileiro.
Fonte: Jornal ASFUNRIO |