| Que
chocolate! 3 a 0
Brasil de Dunga atropela a Argentina com uma exibição
capaz de dar inveja a Parreira
LONDRES - Uma vitória para inglês e Carlos
Alberto Parreira ver. Depois do fracasso na Copa do Mundo
da Alemanha, nem o mais otimista torcedor brasileiro poderia
imaginar uma exibição tão segura da
seleção brasileira, ontem, em Londres. A vitória
por 3 a 0 sobre a rival Argentina, diante de quase 60 mil
torcedores, elevou o moral da equipe pentacampeã
mundial e do técnico Dunga, que em seu segundo jogo
no comando já soma um triunfo dos mais importantes.
Engrossada
por milhares de ingleses torcedores do Arsenal, dono do
estádio, a torcida brasileira foi esmagadora. Apesar
do som ambiente apresentar problemas antes do início
da partida, o palco do moderníssimo Emirates Stadium
foi o local certo do duelo, que, para muitos, deveria ter
decidido o Mundial há pouco menos de dois meses em
Berlim.
Com
um futebol solidário, compacto e veloz, como prega
Dunga, a seleção fez um primeiro tempo exuberante
e terminou os primeiros 45 minutos aplaudida de pé
por mais de 80% do estádio. Robinho fez lembrar Pelé,
para alguns ingleses mais veteranos e exagerados nas sociais
do Emirates Stadium. "Olha lá como parece. Tem
até o jeito de andar, ainda mais com a camisa 10".
A comparação, com as devidas proporções,
é válida. Logo aos 2 minutos, o meia do Real
Madrid lembrou os tempos de Santos e colocou Elano na cara
de Abbondanzieri: 1 a 0 Brasil.
A
Argentina não conseguiu ultrapassar a barreira feita
primeiramente por Edmilson e Gilberto Silva e depois com
o paredão composto por Lúcio e Juan. Tevez
e Messi pareciam menores do que já são. É
verdade que nas bolas paradas Riquelme levou perigo ao gol
de Gomes. Mas o volume de jogo brasileiro foi muito superior.
Ao contrário da Copa, quando os redondos Ronaldo
e Adriano pareciam dois pesos pesados do boxe na Copa, Fred
mostrou mobilidade, inteligência e visão de
jogo para tabelar com Robinho.
Os
primeiros 15 minutos do segundo tempo foram todos da Argentina,
que poderia ter empatado. Não aproveitaram as chances
e ainda viram Kaká entrar no lugar de Daniel Carvalho.
O craque do Milan, ao seu estilo, precisou de dois momentos
para decidir a vitória. No primeiro, arrancou, tabelou
com Fred e achou Elano: 2 a 0. No segundo, foi sozinho.
Partiu da intermediária e fez os argentinos e os
ingleses lembrarem do antológico gol de Maradona
na Copa de 1986, no México. Uma pique de 60 metros,
com direito ao garoto Messi, de 19 anos, desistir da disputa.
Um golaço: 3 a 0, com direito a olé. Como
se queria na Alemanha.
BRASIL
- Gomes, Cicinho (Maicon), Juan, Lúcio, Gilberto;
Gilberto Silva, Edmílson (Dudu Cearense), Elano (Júlio
Baptista) e Daniel Carvalho (Kaká); Fred (Vagner
Love) e Robinho (Rafael Sóbis).
Técnico - Dunga
ARGENTINA
- Abbondanzieri, Zabaleta, Coloccini, Milito, Clemente Rodríguez
(Samuel); Lucho González, Mascherano (Somoza), Bilos
(Insua), Riquelme; Tevez (Arguero) e Messi.
Técnico - Alfio Basile
Fonte:
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