| No
ano passado, o professor lançou “Mães
de Acari: uma história de protagonismo social”,
pelas Editoras PUC-Rio e Pallas, o segundo livro de uma
trilogia sobre as mulheres de Acari que procuram há
15 anos os 11 corpos de seus filhos seqüestrados e
mortos na Baixada Fluminense. Veja abaixo um resumo e trechos
do livro “O sêmen celestial”.
Sinopse
Uma imperatriz e suas duas filhas (gêmeas adolescentes),
do planeta Kaycon, na Quinta Via Lactéa Universal,
entram em coma profundo por causa de uma guerra envolvendo
sete povos primitivos do Império Centauro. Os povos
brigam pela chamada Colônia Elemental, região
abandonada, que, outrora, se tornara fornecedora dos minérios
mais preciosos daquela sociedade.
O sono profundo da família imperial vem provocando
traumas entre as mulheres da corte, que passam a não
menstruar e correm o risco de ficarem estéreis. O
imperador e a cúpula de Kaycon se assustam ante a
possibilidade de o império ser destruído,
pois, a imperatriz, na verdade, era a luz que mantia o equilíbrio
do povo Centauro, que está no poder há quatro
dinastias em Kaycon.
Num tempo dominado por sociedades secretas e traições
de todos os tipos, o imperador e seus governantes descobrem
que somente uma militar mestiça de suas tropas de
elite pode salvar o Império Centauro de ser dominado
pelos povos primitivos.
Então, ordenam, que a capitã Paula Gy, do
Serviço Interplanetário de Informações
Especiais (SIIE), um grupamento militar de elite da Aeronáutica,
encontre um remédio capaz de tirar do sono a imperatriz
e suas duas filhas, e assim recobrar o domínio imperial
sobre os demais povos.
Sem saber como irá encontrar este antídoto,
a militar também desconhece que vai se debater ante
forças poderosas que não querem que o Império
– dominado pelo povo Centauro há quatro dinastias
– continue a existir.
Ela, então, após diversos embates - onde tem
que destruir inimigos ocultos de sua missão - descobre
que a solução para a crise imperial está
em outra Via Láctea, precisamente no planeta Terra,
onde deve localizar um homem capaz de despertar a imperatriz
e suas duas filhas desse longo pesadelo.
Trechos
“Ao sair do clube, começei a passar mal. Uma
dor fina e insistente cortava minha barriga como um punhal.
A dor se estendeu pelo peito e cabeça, que girava
como uma roda tresloucada, querendo sair do meu tronco e
vagar sem direção pelo cosmo. Vagar sem tronco,
somente a cabeça despencando pelos labirintos mais
assustadores da vida. Duas lágrimas desceram de meus
olhos. Achei que saíram em função dessa
dor, que estranhamente estancou.
No entanto, o coração começou a dar
saltos incompreensíveis, loucos, desordenados. Ele
pressionava meu peito. Meus seios incharam e queriam estourar
e abrir duas crateras no peito. Se os batimentos não
parassem, senti que morreria em pouco tempo. Tinha que mantê-lo
sob controle, mas como? Senti meus olhos se apagando gradativamente...que
violência era essa contra mim?
Quis levantar a mão para pegar minha espada, e não
consegui. Essa energia pesada estava se apossando do meu
corpo e me deixando completamente flácida e fraca.
Por quê ? O que é que Tufão tinha armado
contra mim ? Por que eu estava desabando...o cara tinha
conseguido me pegar. Me agachei e fiz uma respiração
profunda com a boca e o nariz, mas não melhorei nada.
Fechei os olhos.
Abri lentamente, com medo de estar cega. Não, a visão
voltara, que felicidade! Eu ainda estava na porta central
do clube. Os batimentos cardíacos se normalizavam...Amanhecia,
com os raios solares lambendo a terra e nossos corpos. Continuava
péssima, o mal estar continuava com menor intensidade.
Olhei para frente e vi Odin. Fiquei reconfortada: nossa
nave estava intacta. Mas quando apurei melhor minha percepção,
eu o vi, em cima de nossa nave...imponente, forte, ameaçador.
Tremi toda. Minha cabeça e meus olhos, agora, lúcidos,
enxergavam o bicho...era um Priapista, e eu estava marcada
para morrer, ali, na porta do clube, com o pior inimigo
das mulheres da Quinta Via Láctea” !
*****
-Ele vai ejacular – ela me disse.
Sem que pudesse responder, Breno veio ao meu encontro. Eu
e Patrícia sentimos um odor, estranho, mas muito
delicioso do corpo dele. Breno estava tapando o orifício
de seu pênis com a mão esquerda. Seu rosto,
agora, era de uma beleza incomum. A beleza horrenda dos
primeiros momentos fora substituída por outra completamente
diferente. Eu estava impressionada. O rosto dele era o de
um guerreiro muito poderoso. A um metro de mim, ele tirou
a mão do pênis. De repente, do orifício,
começou a vazar um líquido branco e muito
encorpado...era o sêmen celestial!
Instintivamente, peguei a vasilha que Patrícia me
deu e começei aparar o sêmen. O vasilhame encheu,
mas o sêmen continuou vazando.
Patrícia pediu:
-Beba.
Relutei.
-Beba –repetiu ela.
*****
“
Eu estive na pior crise da Colônia Elemental quando
um gás desconhecido extraído de uma das minas
escapou e provocou pânico entre os operários.
Ensandecidos pela inalação do gás desconhecido,
os operários assassinaram centenas de soldados e
oficiais do Império Centauro que estavam controlando
a Colônia Elemental. A partir daí, o Império
abandonara a região, que se tornara decadente com
seus habitantes sofrendo crises prolongadas de angústia
e introversão. Para o Império, o local tornara-se
maldito. Os nossos condes e duques deixavam que os habitantes
da Colônia Elemental morressem de doenças da
alma..isso eu nunca engoli”.
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