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Alckmin: PF militarizada na fronteira

Candidato do PSDB diz que criará braço especial da Federal para evitar entrada de drogas e armas no País

 

Rio - O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, anunciou terça-feira que irá criar uma espécie de grupamento militarizado dentro da Polícia Federal para atuar exclusivamente no patrulhamento das fronteiras do Brasil, caso seja eleito em outubro. O tucano revelou seu projeto durante visita a O DIA, onde foi recebido pela diretora-presidente do jornal, Gigi Carvalho, e pelo diretor editorial de Mídia Impressa, Eucimar de Oliveira.

"Eu vou criar um braço da Polícia Federal militarizado, fardado e de nível médio, só para atuar nas fronteiras", disse Geraldo Alckmin, ao detalhar parte de suas idéias para a área de segurança pública, à qual planeja destinar um ministério. Ele destacou, ainda, que além do grupamento especial da PF pretende trabalhar muito com as Forças Armadas no combate ao tráfico de drogas e de armas no País.

Antes de visitar O DIA, o candidato esteve em Resende, onde participou de cerimônia que lembrou os 30 anos de morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek e fez rápido corpo-a-corpo na cidade. Além dele, os tucanos José Serra, Aécio Neves e Eduardo Paes participaram da solenidade, organizada pela filha de JK, Maria Estela, e realizada junto ao marco do acidente que matou o ex-presidente na Via Dutra.

À tarde, o tucano esteve no Clube da Aeronáutica, onde fez críticas aos gastos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas foi reticente no assunto que mais interessava aos militares presentes: reajuste de salário. "Temos que corrigir as disparidades entre os salários pagos pelos diversos poderes. Vamos valorizar o servidor. Não vamos fazer mágica", disse, ao responder uma das 12 perguntas feitas pela platéia sobre o tema, sem esclarecer se daria o aumento.

PSDB faz homenagem a JK

A cúpula do PSDB usou os 30 anos da morte de Juscelino Kubitschek para associar a imagem do partido à do ex-presidente. Geraldo Alckmin e os candidatos ao governo de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, o governador Aécio Neves, estiveram no Km 328 da Via Dutra, em Resende, onde JK e o motorista dele, Geraldo Ribeiro, morreram em acidente de carro.

Acompanhados de Eduardo Paes, candidato ao governo do Rio, e de sua vice, Maria Estela Kubitschek, filha do ex-presidente, eles cantaram o Hino Nacional e depositaram coroas de flores nas duas cruzes brancas que marcam o local.

Maria Estela pediu ao pai que ilumine os tucanos para devolver a esperança aos brasileiros. "O Brasil está desacreditado, mas esses aqui acreditam no País como meu pai", discursou.

Geraldo Alckmin complementou. "Não podemos ressuscitar mortos, mas podemos reviver seus sonhos. Vamos resgatar a esperança para que o País possa voltar a crescer", discursou. " É possível exercer cargos públicos com ética, como fez JK", ressaltou Aécio Neves.

Serra minimizou as críticas feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique à campanha de Alckmin. "Ela está no ritmo adequado", disse. Os elogios do governador do Ceará, Lúcio Alcântara (PSDB), ao presidente Lula no programa de rádio e TV também repercutiram no encontro dos tucanos. Enquanto Serra minimizou, Aécio explicou que é comum candidatos "inexpressivos" buscarem o apoio do presidente. Depois, negou que Alcântara fosse desse tipo.

POLUIÇÃO - PARAÍBA DO SUL

Em Resende, Alckmin disse que o coração dele é metade paulista e metade fluminense. "Nasci em Pindamonhangaba, cidade próxima à fronteira de São Paulo com o Rio", explicou. Ele prometeu reunir os prefeitos dos municípios beneficiados pelo Rio Paraíba dos Sul para iniciar programa de despoluição. "O problema não é mais o parque industrial. Ele vem do esgoto doméstico. A idéia é oferecer saneamento básico para a região", ressaltou.

Após a homenagem a JK, Alckmin fez corpo-a-corpo com Eduardo Paes no Centro de Resende, onde se encontrou com o prefeito da cidade, Silvio de Carvalho (PMDB), e o ex-secretário de Segurança Marcelo Itagiba, candidato a deputado federal pelo partido de Silvio.

O tucano disse ainda que pretende mudar a política fiscal do País. "É preciso reduzir a carga tributária para gerar empregos".

Tucano vai investir em campanha no Rio

Na tentativa de conquistar votos no Rio e subir nas pesquisas, o candidato Geraldo Alckmin vai inaugurar, na próxima semana, um comitê central na cidade. Ontem à noite, ele jantou com o prefeito Cesar Maia (PFL) — coordenador da sua campanha no estado — e com a candidata ao governo pela coligação, Denise Frossard (PPS). O encontro, organizado pelo ex-presidente do IBGE, Sérgio Besserman, foi na casa do secretário municipal de Saúde, Jacob Klingerman, no Flamengo.

O prefeito aproveitou para analisar a campanha do PSDB e criticou os programas de TV, apesar de elogiar o desempenho do candidato. Segundo Cesar, numa campanha em que há reeleição, além de dizer por que merece o voto do eleitor, o candidato adversário também deve mostrar por que o titular do cargo não pode ser reeleito. "O grande problema é o programa de TV, que não está dizendo as duas coisas. Fica naquela de Manoel Carlos, ‘Páginas da Vida’. Isso é totalmente insuficiente". Ambos negaram aproximação com o candidato do PMDB, Sérgio Cabral

 

Fonte: www.odia.com.br

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