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Lula propõe pacto político

Petista demonstra confiança em reeleição. Alckmin rechaça proposta


BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está incorporando, cada vez mais, a reeleição ao seu discurso. Ontem, no último encontro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social antes das eleições, Lula pediu, diante de representes dos setores industrial, bancário e sindical, o fim da tensão política e propôs um pacto com os adversários.

“Temos de reduzir a tensão política, dedicar nosso tempo mais ao que nos une do que ao que nos divide”, disse ele, que apresentou lista de projetos como o de redução de juros, impostos e déficit previdenciário, além de melhoras nas áreas de infra-estrutura e educação.

“Meu sonho continua sendo o de contribuir humildemente para que o Brasil encontre, definitivamente, o caminho do desenvolvimento sustentado, transformando-se numa nação rica e justa”, destacou à platéia de 80 integrantes do conselho.

As propostas do presidente Lula tiveram como base documento elaborado pelo ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, com um plano de desenvolvimento até 2022. A diferença é que o documento estabelece metas bem precisas, como taxa de crescimento de 6% a partir de 2008, e o candidato à reeleição não se comprometeu com números para evitar cobranças futuras.

Em Porto Alegre, onde esteve no fim do dia, Lula admitiu que pretende assumir pessoalmente a costura de alianças e apoios, caso seja reeleito presidente da República do Brasil.

SEM ACORDO

Em Passos (MG), onde fez campanha, o tucano Geraldo Alckmin afirmou que o pacto de governabilidade proposto por Lula “é historinha eleitoral”. Segundo ele, o presidente “teve quatro anos para fazer isto”. “Isso é historinha de véspera de eleição”, reforçou o adversário do petista. Alckmin disse que sua intenção é “fazer um pacto com o povo”.

Heloísa quer um BC autônomo

A candidata à Presidência Heloísa Helena (PSOL) disse ontem ser a favor de um Banco Central autônomo, caso o País siga o molde norte-americano. A proposta sempre teve a simpatia de PT e PSDB, e costuma ser rotulada de “neoliberal” por setores da esquerda. Nos Estados Unidos, o presidente da instituição fica no cargo durante quatro anos, e a renovação ou mudança do ocupante da função ocorre na metade do mandato presidencial.

Mesmo defendendo um ponto semelhante ao dos seus adversários, Heloísa seguiu a rotina de bater forte na política econômica do governo Lula. Ontem, ela fez campanha no Estado do Rio — em Volta Redonda e na capital. No Centro, participou de comício relâmpago na Cinelândia no fim da tarde para, segundo a Polícia Militar, mil pessoas. Pela manhã, a senadora esteve em Volta Redonda na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Heloísa Helena voltou a negar o fim de programas sociais em um futuro governo e atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Essa meia dúzia de canalhinha de ministros deste delinqüente barbudo espalhou por todo o Nordeste que eu ia acabar com o Bolsa Família”.

Perguntada sobre se irá mudar a estratégia de campanha e atacar mais o candidato Geraldo Alckmin (PSDB), Heloísa Helena insistiu em incluir o presidente Lula: “O PT e o PSDB deveriam reconhecer os 12 anos de irresponsabilidade na área de segurança pública”.

A senadora elogiou as decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais de impugnar registros de candidatos envolvidos ou acusados por algum tipo de crime. “Todas as decisões são sempre bem-vindas. Espero que o povo faça nas urnas uma decisão plebiscitária em relação ao banditismo político”.

 

Fonte: www.odia.com.br

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