| 'Política
a gente faz com o que a gente tem e não com o que
a gente quer', diz Lula
Rio - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse
na noite desta segunda-feira, onde falou para intelectuais
de esquerda, professores universitários e acadêmicos
em um hotel de São Paulo, que vai "voltar mais
forte do que antes" e que "política, a
gente faz com o que a gente tem, e não com o que
a gente quer. Esse é o jogo que a gente tem que fazer",
disse referindo-se às alianças do governo.
"Esse
é o jogo real da política e precisou ser feito
por quatro anos para que nós pudéssemos chegar
hoje numa situação altamente confortável
do ponto de vista econômico, político e social",
disse o presidente.
Lula
disse também que seu governo superou a "síndrome
do preconceito dos que moram no andar de baixo" e,
assim, superou a desconfiança dos mais pobres de
que uma pessoa como eles não saberia como governar
o Brasil. "Hoje, os formadores de opinião não
têm mais a verdade absoluta", afirmou Lula. "Não
é mais a classe média que detém o voto
da empregada doméstica e do porteiro. Os mais pobres
hoje têm confiança para governar o País."
Sobre
a questão da falta do vermelho do PT em sua propaganda
eleitoral, Lula disse que o PT "sempre terá
um papel" em seu governo. "A imprensa me cobra:
cadê o vermelho do PT? O vermelho sou eu, ora!",
afirmou.
"Nós
não fizemos uma revolução no Brasil,
nós ganhamos uma eleição, que se consolidou
quando fizemos a Carta ao Povo Brasileiro. A pergunta que
se faz hoje é por que sobrevivemos e como sobrevivemos",
disse o presidente.
Lula
não negou o mensalão, mas disse que quem errou
deve se desculpar. "O erro não é só
de um partido ou de uma pessoa". "Todos podiam
errar. Saímos de um momento muito difícil
do ponto de vista político. O PT vai ter que responder
pelos seus erros e as pessoas que erraram precisam pedir
desculpas ao povo brasileiro".
E
ainda sobre o mensalão, o presidente destacou a forma
como sobreviveu à crise. "Quantos presidentes
chegariam onde estamos hoje, com a aceitação
que temos hoje depois que passamos por tudo isso?".
"Na história do Brasil, outros caíram,
outros foram obrigados a se afastar. Nós cá
estamos, disputando o segundo mandato, eu que era contra
a reeleição. Todo mundo achava que nós
tínhamos acabado. Mas ressurgimos mais fortes do
que nascemos".
No
discurso de quase uma hora, Lula falou em programas para
março de 2007. "Os juros vão cair, o
câmbio vai se ajustar, a economia vai crescer e temos
projetos importantes em andamento, alguns para começar
em março", disse.
Fonte:
www.odia.com.br |