| Aliados
no plano federal trocam farpas no debate da TV Bandeirantes
Por: André Zahar
Rio
- Ausente no primeiro debate entre os concorrentes ao governo
do Rio, Ségio Cabral (PMDB) foi o principal alvo
das críticas dos candidatos presentes ao programa
transmitido na noite de segunda-feira pela TV Bandeirantes.
Além dos ataques aos ao peemedebistas, que buscavam
associá-lo aos governos de Anthony e Rosinha Garotinho,
o confronto teve uma peculiaridade: os principais atritos
ocorreram entre aqueles que no plano federal apoiam a mesma
candidatura a presidente.
Vladimir
Palmeira (PT), o mais incisivo, centrou fogo principalmente
em Marcelo Crivella (PRB), que, tal como ele, respalda e
é respaldado pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT). Denise Frossard (PFL) e Eduardo Paes (PSDB),
favoráveis ao presidenciável Geraldo Alckmin
(PSDB), protagonizaram troca de farpas sobre assuntos como
segurança pública e economia. Além
dos quatro, a candidato do PRP Eliane Cunha participou do
debate por ter sido sorteada pela emissora. Cabral foi representado
por uma cadeira vazia.
Quem
esperava que Palmeira fosse ter cautela ao tratar com Crivella,
se enganou. Foi dele o primeiro ataque ao candidato do PRB.
Logo no primeiro bloco, o petista qualificou como inadmissível
o alto índice de faltas dele e de Sérgio Cabral
às votações do Senado. O tema foi retomado
pelo próprio Crivella no segundo bloco. O candidato
tentou se explicar alegando que se concentrou nas votações
importantes para o Rio.
Palmeira
não perdeu as oportunidades de encostar o bispo licenciado
da Igreja Universal contra a parede com perguntas polêmicas
sobre a legalziação do aborto e da união
civil entre homossexuais.
A
primeira alfinetada de Eduardo Paes em Denise Frossard foi
em uma pergunta em que ele testou o conhecimento da adversária
sobre duas leis sancionadas pelo governo do estado. Após
a resposta de Frossard, o tucano insinuou que a candidata
desconhecia a legislação estadual."É
importante que o governador conheça as leis, principalmente
a senhora, que é juíza e diz que cumpre as
leis", atacou.
Em
outro momento, a candidata exaltou o fato de que todos os
presentes, com exceção de Eduardo Paes, haviam
desempenhado alguma profissão antes de ingressar
na política. O candidato do PSDB reagiu frisando
que era advogado. "Mas você advogou?", questionou
ela. O tucano não respondeu. Após assistir
a outra controvérsia entre os dois, sobre o controle
externo do Judiciário, Palmeira foi irônico:
"a direita precisa se unir", disse.
Fonte:
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