| Cristovam
Buarque defende autonomia total do BC
O candidato do PDT à Presidência da República,
Cristovam Buarque, prometeu, em entrevista
veiculada pelo Jornal da Globo na madrugada de hoje, implementar
a total autonomia do Banco Central (BC) caso seja eleito.
De acordo com o presidenciável, o BC não pode
ser "comandado por banqueiros".
"O Banco Central tem de ser republicano, e não
deve fazer tudo o que o presidente quer". Para Cristovam,
ex-integrante do PT e ex-ministro do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, os cargos de direção do BC
têm de ser passados a funcionários de carreira,
e não indicados a políticos. O pedetista defendeu
também quarentena de dois anos para ex-dirigentes
da instituição, em vez dos atuais quatro meses.
Privatizações
Questionado sobre como procederia com as empresas privatizadas,
já que o PDT historicamente é contrário
à venda de estatais, Cristovam garantiu que não
irá reverter os negócios efetuados por governos
anteriores, como aquele envolvendo a Vale do Rio Doce. Buarque
afirmou que as principais estatais brasileiras, como a Petrobras,
não serão vendidas caso seja eleito presidente.
Maioria
no Congresso e críticas ao PT
Para Cristovam, qualquer dos candidatos que vencer a eleição
não terá maioria no Congresso, mas nem por
isso deixará de governar. "Enquanto governador
do Distrito Federal (DF), nunca tive maioria, apesar de
contar com o apoio de nove partidos. Mesmo assim, consegui
aprovar o que queria, como o Bolsa-Escola", afirmou.
Buarque,
que deixou o PT após o escândalo do mensalão,
afirmou que seu ex-partido e o PSDB, os quais já
considerou legendas de vanguarda, "se acomodaram"
com a ascensão ao poder e perderam o "vigor
transformador".
R$
7 bilhões para educação básica
Buarque também falou das suas propostas na área
de educação, que ele próprio considera
o eixo de sua campanha eleitoral. Ele prometeu criar um
ministério exclusivo para o ensino fundamental e
médio, repassando a admistração do
ensino superior à pasta de Ciência e Tecnologia.
Ele
estabeleceu uma meta de implementar período integral
para alunos da rede pública do ensino básico
e fundamental em mil municípios até o final
de um eventual mandato. Segundo o candidato do PDT, esse
dinheiro poderia facilmente sair das estatais ou dos recursos
atualmente empregados para concessão de benefícios
fiscais.
Fonte:
www.terra.com.br |