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Confira as propostas apresentadas no primeiro debate da sucessão estadual


Por: André Zahar e Cristina Deluca

Rio - Unânimes nas críticas às adminstrações de Anthony e Rosinha Garotinho, os candidatos à sucessão estadual externaram posições diferentes sobre a forma de resolver os problemas do estado durante o debate promovido pela TV Bandeirantes.

Denise Frossard (PPS) fez o primeiro ataque ao casal Garotinho. Perguntada sobre o reajuste para professores da rede pública, ela respondeu citando o escândalo do propinoduto, avaliando que o combate a corrupção liberaria verbas para a Educação.

No mesmo tom, ao criticar os constantes atritos entre os governos estadual e federal, o candidato a governador Marcelo Crivella (PRB) disse que o Rio recebe pouco investimento em infra-estrutura porque a governadora faz "pirraça".

Educação

Para o deputado do PSDB ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, os salários dos professores do estado nunca foi prioridade no último governo, ao qual também se referiu como "dinastia Garotinho". "O salário dos professores está defasado. Nós vamos pagar salários decentes", disse Eduardo Paes.

Respondendo a primeira pergunta do debate da TV Bandeirantes, o candidato do PT ao governo do Rio, Vladimir Palmeira, reconheceu que o salário dos professores é baixo e prometeu resgatar o plano de cargos e salários do governo de Benedita, "esquecido pela disnatia Garotinho".

Evasão, repetição e déficit de professores na rede pública foram os principais problemas enumerados por Marcelo Crivella (PRB) na educação estadual. O candidato evitou, porém, fazer promessas sobre salários. Disse que, se eleito, o vencimento seria negociado com professores. "Não vou prometer um salário que eu não possa cumprir", afirmou.

Primeira a falar no debate da TV Bandeirantes, a candidata a governadora Eliane Cunha (PRP) prometeu plano de cargos e salários e disse que vai estabelecer um piso dos professores do Rio em R$ 1.800. Atualmente, o professor da rede estadual recebe em média 1,5 salário mínimo.

No debate da TV Bandeirantes, o candidato Marcelo Crivella (PRB), defendeu a adoção de cotas sociais, e não apenas raciais, nas universidades estaduais. Ele prometeu ainda aumentar a bolsa oferecida aos estudantes carentes, que é de R$ 190, e dar acesso à segurança alimentar, através de bandejões.

Habitação

Ao ser indagada sobre o problema da habitação no estado, Eliane Cunha (PRP) falou em parceria com a Prefeitura. Disse que Cesar Maia é um grande líder e falou do termo de compromisso assinado com ele nesta semana. Marcelo Crivella (PRB), autor da pergunta, falou em parceria com o governo federal.

Segurança

O projeto das delegacias legais foi qualificado pela candidata a governadora Denise Frossard como uma "casca de ovo podre". "É um belo projeto que foi interrompido e ficou exclusivamente na maquiagem. É um premio a impunidade", disse. A candidata do PRP, por sua vez, prometeu desburocratizar e acelerar processos nas elegacias legais, em vez de usá-las para "maquiar a segurança pública e arrumar dinheiro para campanhas".

Para o candidato ao PSDB ao governo do Rio, Eduardo Paes, é preciso despolitizar a polícia. "Segurança pública é um problema de estado, técnico, de autoridade. É preciso que os políticos fiquem longe da polícia", defendeu. O candidato do PT ao governo do Rio, Vladimir Palmeira, defendeu uma Polícia Civil atuante, com alto poder investigativo, como meio para combate à violência urbana no Rio.

Discutindo sobre a situação do sistema penitenciário, os candidatos ao governo do Rio Denise Frossard e Marcelo Crivella bateram na tecla da ressocialização dos presos. Segundo Frossard, o Estado não cumprei a lei de execução penal, que diz que preso tem que ter emprego e educação. Crivella propõe um escola estadual de educação de presos e um sistema de apoio a família dos presos de bom comportamento.

Corrupção

Uma das fundadoras da Transparência Brasil, organização que lida com a questão da corrupção, a candidata Denise Frosard foi evasiva na resposta sobre o que fazer para combater a corrupção no legislativo e na máquina administrativa. Chegou a acusar os políticos profissionais de só saberem agir de forma corrupta.

Ao ser indagada sobre o que faria para combater o nepotismo, por Eduardo Paes, Denise afirmou que o nepotismo é a porta de entrada para a corrupção. E se disse fã do controle externo do Judiciário, Eduardo Paes rebateu, dizendo que na época da votação a deputada foi contrária ao controle externo do Judiciário, denise então explicou que era contra a forma como os criadores estavam propondo que ele fosse feito e não contra o controle.

A candidata a governadora do PRP, Eliane Cunha, disse que seu partido vai eleger "uma bancada perfeita de deputados estaduais e federais, de homens sérios". A declaração foi feita durante comentário sobre a máfia das ambulâncias. "O partido não tem nenhum deputado envolvido nesse lixo, nesse mau exemplo. Aquele que fugir das regras do partido, nós seremos implacáveis na sua expulsão", garantiu.

Crivella assumiu o compromisso de colocar as contas do governo do estado na internet e acabar com a corrupção em quatro anos. Vladimir foi mais cauteloso, falando que minimizaria o problema, mas ponderando que esta questão está prensente em todas sociedades.


Saúde

Os candidatos ao governo do Rio iniciaram o quarto bloco do debate da Bandeirantes respondendo a uam mesma pergunta sobre as terceirazações na área da Saúde. Primeiro a falar, Paes defendeu a integração entre as redes municipal, federal e estadual e o investimento dos recursos que a Constituição estabelece. "O governo Garotinho maqueia esses recursos", atacou.

Lamentando o descompasso da atuação do governo estadual com o governo federal no Rio, que inviabiliza projetos como o de abertura de mais postos de saúde e do programa médico da família, Vladimir pregou mudança na gestão da saúde pública no Rio de Janeiro. "Falta vontade política", disse Vladimir.

Marcelo Crivella criticou as terceirizações em "carreiras que mexem com a vida das pessoas". "O estado precisa fazer concursos públicos e dar dignidade a seus servidores", ressaltou. Ele disse ser a favor ainda de parcerias na Saúde entre os governos municipal, estadual, e federal, com substituição da palavra intervenção por cooperação.

Economia

A última pergunta feita pela produção do debate da TV Bandeirantes, e respondida por todos os candidatos, teve relação com o rombo de mais de R$ 2 bilhões nos cofres do estado. O que fazer para tratar esta dívida herdada, sem comprometer o pagamento do funcionalismo? Eliane Cunha, a primeira a responder, disse que começaria fazendo uma auditoria nas contas, para depois saber o que fazer.

Denise Frossard disse que tomaria duas providências de imediato: uma auditoria nas contas do estado e formas para aumento da arrecadação. "Governador não pode deixar resto", afirma Frosard. Para Crivella, a renegociação da dívida interna do governo e a recuperção da arrecadção do ICMS são pontos de partida para atacar o rombo herdado da dinastia Garotinho.

Vladimir Palmeira (PT) disse que é preciso gastar melhor e cortar servidores terceirizados inúteis. Eduardo Paes defendeu a despolitização do setor de arrecadação, auditoria da dívida estadual, redução do número de secretarias estaduais para apenas onze e corte de cargos comissionados, além de investimentos em infra-estrutura para atrair empresas

Fonte: www.odia.com.br

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