| Lula
mantém tática de ataque a tucanos
Oposição
festeja. Segundo Alckmin, presidente estaria ‘desesperado’
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva voltou a bater duro, ontem, no PSDB e no PFL. Em discurso
na Confederação Nacional da Indústria
(CNI) disse que, duas décadas antes de seu governo,
o País viveu no ritmo “do xaxado”: “Passamos
praticamente 20 anos em que a economia brasileira se arrastou,
mais ou menos como o xaxado”.
Sem
crescimento econômico, distribuição
de renda nem garantia de investimentos externos, insistiu
ele, o Brasil foi vítima da crise do apagão
em 2001, durante o governo Fernando Henrique. Em sua argumentação,
Lula sinalizou aos industriais que aposta no Programa Nacional
de Biocombustíveis como uma alternativa a mais contra
riscos futuros de fornecimento de energia.
A
“subida de tom” do presidente-candidato contra
os tucanos, marcada pelas críticas aos antecessores
no programa de governo divulgado na terça-feira,
foi comemorada pela oposição. O que mais anima
os adversários é o ingresso de Lula no debate
sobre corrupção e a defesa de companheiros
com a afirmação de que “ninguém
deixará de ser meu amigo porque cometeu um erro”.
“Ele
mordeu a isca”, festejou o senador Antonio Carlos
Magalhães (PFL-BA). “É incrível
que ele confirme que fará um governo de ladrões
se vencer a eleição”, completou. “Finalmente,
o Lula fala daquilo que realmente entende: corrupção”,
ironizou o candidato a governador do Amazonas Arthur Virgílio
(PSDB).
Principal
rival de Lula, o candidato a presidente do PSDB, Geraldo
Alckmin, disse que o petista deve estar desesperado. “Por
que será que o primeiro colocado começa de
repente a bater no adversário? Lula já sabe
que vai haver segundo turno. E aí será outra
eleição ainda mais disputada”, reafirmou.
Apesar da polêmica em torno da linha de seu programa
na TV, o tucano disse que continuará “zen”.
Presidente
discursa em velório de D. Luciano
Sem
deixar de lado a campanha, o presidente Lula passou ontem
no velório do arcebispo de Mariana (MG), D. Luciano
Mendes de Almeida. Nos 25 minutos em que esteve na Igreja
do Carmo, onde acontecia a cerimônia, Lula discursou
e contou uma conversa com o arcebispo. Segundo o presidente,
o religioso lhe disse: “Vá em frente e não
se esqueça dos pobres deste País”.
Acompanhado
da primeira-dama Marisa Letícia e do governador de
Minas, Aécio Neves (PSDB), Lula recebeu aplausos.
Mas os religiosos consideraram “exagero” a segurança,
com detectores de metal, na igreja. O petista não
participou da missa de corpo presente, com 4 mil pessoas,
na Praça da Matriz. D. Luciano foi enterrado na Catedral
de Mariana.
Fonte:
www.odia.com.br |