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Alckmin e Buarque atacam Lula ao defender projetos



O programa eleitoral dos candidatos à Presidência no rádio da manhã de quinta-feira contou com a promessa dos presidenciáveis em tom de defesa de seus projetos políticos. Cristovam Buarque (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) fizeram propostas para a saúde e educação e criticaram as ações do mandato do candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para as duas áreas.

O presidenciável tucano prometeu aumentar o número de agentes comunitários de saúde e o número de ambulatórios. Segundo o candidato, os três milhões de pessoas beneficiadas com avanços na saúde anunciados por Lula não condizem com a realidade: "na propaganda do PT, Lula disse que tirou três milhões de pobres das ruas e cuidou da saúde, mas não é possível que ele não saiba que milhões de pessoas não têm nem saneamento básico". Alckmin pretende criar mutirões de cirurgias no País para resolver problemas de catarata e reafirmou a proposta de distribuir remédios de graça, no Programa Dose Certa.

Cristovam Buarque (PDT) afirmou que o presidente Lula está imitando a sua proposta de "revolução na educação" na TV. Ele falou da época em que foi ministro da educação no governo Lula: "uma vez eu propus a revolução ao Lula, mas o presidente tratou a escola para as elites, a educação veio para os filhos dos ricos".

O candidato do PSL, Luciano Bivar, dedicou o programa de hoje para falar de agricultura. Bivar não poupou críticas ao governo Lula, afirmando que o governo insiste em bater recordes de assentamentos. Na opinião do presidenciável, a política nacional precisa de preços mínimos e resolução de débitos. Ele pretende diminuir o número de ministérios e secretarias se for eleito.

A estratégia do programa de Lula foi mostrar as realizações do mandato do candidato. O programa Bolsa Família foi o grande tema e contou com o depoimento de uma mulher favorecida pelo apoio federal e um homem, dono de mercadinho, que recebeu empréstimo do governo federal para investir no negócio. Uma pesquisa do IBGE de 2004 foi citada para informar sobre as pessoas que teriam saído da faixa de pobreza no governo Lula. "Isso só aconteceu porque desde o primeiro dia temos lutado pela transformação social", disse o candidato. Lula não atacou adversário, mas deu uma leve alfinetada: "nós decidimos mostrar na prática que crescimento econômico e estabilidade podem andar juntos enquanto outros perdem tempo com discussões antigas".

Heloísa Helena (Psol) e José Maria Eymael (PSDC) apresentaram propostas já divulgadas anteriormente.

 

Fonte: www.terra.com.br

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