| Denise
esclarece nepotismo
A candidata da coligação "Unir para Mudar"
(PPS/PFL/PV) ao governo do Rio, Denise Frossard, esclareceu
em nota, ontem, a acusação feita pelo candidato
do PMDB, Eduardo Paes, de que ela teria empregado um sobrinho
como assessor em seu gabinete em Brasília e, por
isso, não poderia se declarar contra o nepotismo.
Segundo
Denise, "essa questão nasceu de uma atitude
desesperada do candidato Eduardo Paes" durante o debate
na TV Bandeirantes, que terminou na madrugada de terça-feira.
A candidata acusou Paes de fazer a declaração
para "galgar melhores posições nas pesquisas
de intenção de voto ou ajudar a outrem".
A
juíza aposentada explicou que, em fevereiro de 2003,
ao assumir o mandato de deputada federal, não havia
ninguém em quem confiasse plenamente e a quem pudesse
delegar a função de organizar seu escritório
no Rio de Janeiro e também o gabinete em Brasília.
"Sendo
assim, convidei meu sobrinho, Marcelo Valente Frossard Loschi,
advogado com o registro OAB 001612, filho de meu único
irmão, Danilo Frossard, empresário de Carangola,
para assumir o cargo de secretário parlamentar (SP
26), com salário de R$ 6 mil. Marcelo já advogava
e, a partir de um pedido meu, ele largou a profissão
por um tempo para se dedicar à organização
do meu gabinete".
De
acordo com a nota, o advogado iniciou o trabalho em 3 de
fevereiro de 2003 e, algum tempo depois, foi procurado por
Denise para uma conversa, pois ela se sentiria desconfortável
com o fato de empregar o sobrinho em um momento em que o
Brasil discutia a questão do nepotismo.
"Em
comum acordo, decidimos que ele deveria deixar o gabinete.
Isso aconteceu em dezembro de 2004. Até que Marcelo
conseguisse uma nova colocação no mercado
permaneceu no meu gabinete por mais três meses. Em
abril de 2005, ou seja, há um ano e cinco meses,
ele deixou o cargo", conclui a nota.
Obra
social - Ao visitar ontem o projeto social "Talento
da Vez", mantido pelo revista "Aplauso",
num galpão na Rua Santo Cristo, Zona Portuária,
Denise Frossard, afirmou que essa é "a melhor
forma de estancar a fábrica de criminosos".
No local são atendidos 300 jovens de 16 a 20 anos
e moradores de 230 comunidades carentes participam de cursos
profissionalizantes em artes plásticas, circo, teatro,
dança e música.
"Esse
modelo tem que ser replicado. É importante aproveitar
o trabalho feito pela sociedade civil e integrá-lo
ao trabalho feito pelo governo do estado. Precisaremos quantificar
o orçamento e saber o quanto a sociedade
civil dá ao poder público através de
projetos como esse", defendeu Denise. Ela disse ainda
que ações sociais como o "Talento da
Vez" são "iniciativas fundamentais para
um projeto de segurança pública".
Empolgada
com a iniciativa, Frossard afirmou não quer mais
assistir ao surgimento de jovens sem esperança. "As
vidas são muito importantes. Não quero o nascimento
de novos falcões", comentou, se referindo a
menores que são mão-de-obra do tráfico
de drogas no Rio.
Responsável
pelo projeto, Ivonete Albuquerque disse que o objetivo da
"Revista Aplauso" é trabalhar com os jovens
naascidos na década de 80, quando "começou
a explosão da onda de violência no Estado do
Rio". Ela explicou que o "Talento da Vez"
é mantido com recursos da Prefeitura do Rio e que
os jovens permanecem nos cursos profissionalizantes por
um ano. Depois, eles passam para outros projetos, mantidos
pelo Instituto Unibanco e pela Petrobras, nos demais armazéns
do Cais do Porto.
"A
Prefeitura, o Unibanco e a Petrobras traduzem o casamento
perfeito entre recursos públicos, recursos privados
e a sustentabilidade", declarou Denise, que visitou
o projeto acompanhado do candidato do PV ao Senado, Alfredo
Sirkis.
A
candidata da coligação "Unir para Mudar"
aproveitou para conhecer uma das relíquias do teatro
brasileiro: palco, cadeiras e figurinos do antigo Teatro
de Arena. Denise disse que pretende aproveitar a iniciativa
da Prefeitura de Porto Alegre - cujo prefeito José
Fogaça é do mesmo partido da candidata - de
incorporar investimentos da sociedade civil em ações
próprias do governo. "Não são
as ONGs do Serginho (Cabral Filho) e do Garotinho, não!
São ONGs que se envolvem em trabalhos sérios,
com resultados positivos e comprovados", finalizou.
Fonte:
www.tribunadaimprensa.com.br
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