Lula
recua e nega reforma da Previdência
Na
avaliação do presidente, déficit
nas contas é muito mais do Tesouro
Rio - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou
ontem que não haverá uma nova reforma da
Previdência em 2007. A sinalização
contraria posição do ministro da Fazenda,
Guido Mantega, de que o governo vem estudando várias
sugestões de mudanças no Regime Geral de
Previdência Social (RGPS), que abrange segurados
e beneficiários do INSS.
Após
cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente
Lula declarou que o déficit (diferença entre
o que se arrecada em contribuições ao INSS
e o que se paga em benefícios) nas contas públicas
hoje é muito mais do Tesouro Nacional do que do
sistema previdenciário.
“Se
comparar o que ela (Previdência) recebe dos trabalhadores
e dos empresários e se analisar o que recebem os
trabalhadores que pagam a Previdência, o déficit
é muito pequeno. Ora, o déficit, na verdade,
é um déficit muito mais do Tesouro do que
da Previdência”, disse. As estimativas oficiais
dão conta de que o déficit poderá
chegar ao fim do ano a R$ 42 bilhões.
De
acordo com Lula, nessa conta estão incluídas
as despesas com mais de 7 milhões de benefícios
de trabalhadores rurais. Eles ingressaram no sistema a
partir da Constituição de 1988, mesmo sem
a contrapartida da contribuição. Essas aposentadorias
passaram a ser subsidiadas exclusivamente pelo governo.
Além disso, a Previdência também paga
amparos assistenciais regidos pela Loas (Lei Orgânica
da Assistência Social). Mas, nesse caso, os recursos
vêm do Ministério do Desenvolvimento Social.
Para
Lula, quando o Congresso Nacional aprovou tais propostas,
acabou aumentando o gasto do Tesouro Nacional. “Jogar
isso na Previdência é injustiça”,
afirmou. Segundo ele, a reforma já vem sendo feita
com o censo dos aposentados.
Fonte:
www.odia.com.br