| Sérgio
Cabral, xô azar
"O presidente da Assembléia, Sérgio Cabral,
foi vítima de um golpe de azar. Numa infeliz coincidência,
alega, o Diário Oficial do Poder Legislativo do Rio
trouxe, por erro, na edição do dia 7, a nomeação
da mulher de Rodrigo Silveirinha no gabinete do próprio
Cabral.
A
má sorte do deputado terminou aproximando-o involuntariamente
de alguém da família de um suposto corrupto,
suspeito de coletar gordas propinas de empresas contribuintes
do ICMS. Mas, atento, Cabral revogou o ato no dia 8, quando
o caso estourou.
Em
contagem regressiva para assumir um assento no Senado, Cabral
precisa precaver-se diante de sucessivos golpes de má
sorte. Antes desse último, ele havia sido vítima
de um cochilo azarado, quando, numa sessão noturna,
a Assembléia dobrou os salários da governadora
Benedita da Silva e do vice. Em meio à repercussão
negativa, Cabral e colegas acordaram e voltaram atrás.
Sem dúvida, o senador eleito precisa de um frondoso
galho de arruda".
(O
que está acima é editorial de "O Globo",
de 16 de janeiro de 2003. Preferiram a gozação,
o quase senador entendeu. Até porque, três
anos antes, um governador do Estado acusava Cabral de ENRIQUECIMENTO
ILÍCITO.)
www.tribunadaimprensa.com.br |