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Geraldo Alckmin passa mal e deixa carreata

Em visita a João Pessoa, candidato do PSDB tem queda de pressão


JOÃO PESSOA (PB) - A última visita ao Nordeste do candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) antes das eleições foi marcada por um fato inusitado: ele teve um mal-estar ontem, na Paraíba, que o obrigou a deixar uma carreata organizada pelo PSDB no mais populoso bairro de João Pessoa.

Às 10h40, fazia um calor de mais de 30 graus quando Alckmin sentiu uma queda de pressão e desceu da carroceria da caminhonete para cancelar a programação e retornar ao hotel, onde ficou seis horas recluso.

“Acho que é virose. Já vinha me sentindo mal desde ontem (sábado). Há dois dias, comecei a ter um pouco de enjôo, dor no corpo e piorou um pouquinho. Mas nada que um repouso não resolva”, disse, ainda abatido. Depois do descanso, o tucano foi a Campina Grande (PB), para outra carreata.

Durante o dia, o tucano acusou o governo Lula de envolver instituições públicas, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB), “na política do crime”. Ele se referia à suspeita de que o diretor de análise de risco do BB, Expedito Afonso Veloso, tenha quebrado o sigilo bancário de Abel Pereira, apontado como intermediário de esquema de corrupção que envolveria o ex-ministro da Saúde, Barjas Negri (PSDB).

Alckmin lembrou que a Caixa já esteve envolvida na quebra do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, fato que levou à queda do ministro Antonio Palocci.

Tucano confia em 2º turno

Geraldo Alckmin respondeu ontem ao presidente Lula, que, no sábado, disse ser “mais ético do que um balaio de tucanos”. O ex-governador atacou: “O povo brasileiro está cansado de discurso. Infelizmente, há um abismo entre o falar e o fazer. E isso tira a credibilidade da política. Precisamos de mais exemplos e mais ações”.

Hoje, em São Paulo, haverá um ato organizado pelo PSDB contra a corrupção. “Temos um governo que sob o ponto de vista ético é um descalabro; do ponto de vista de gestão, não funciona; e, do ponto de vista do crescimento econômico, é o último da fila”, disse Alckmin.

O tucano disse acreditar que a eleição vá para o segundo turno: “Chega de roubalheira é o recado que o Brasil vai dar nas urnas no próximo domingo”.

Heloísa Helena: mais críticas

No encerramento de sua campanha eleitoral no Nordeste, a candidata à Presidência da República pelo PSOL, Heloísa Helena, acusou ontem o governo federal de estar ocultando informações sobre a origem do dinheiro que seria usado para o pagamento do dossiê contra os tucanos.

A senadora argumentou que as leis brasileiras permitem detectar movimentações bancárias fora da rotina: “Todo mundo já sabe — menos nós e o povo brasileiro — quem sacou e quem provisionou as contas”. Segundo ela, Lula está envolvido no escândalo: “A afirmação de Lula de que não sabia apenas reflete a sua molecagem cínica e eleitoreira”.

 

Fonte: www.odia.com.br

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