| Na
reta final, a disputa embola no estado
Rio
- Os últimos dias de campanha serão intensos
para os candidatos ao governo do Estado do Rio. Nem mesmo
os que estão com 1% nas pesquisas admitem que não
têm chances de vitória. E a disputa mais acirrada
se dá não pelo primeiro lugar, mas pelo segundo.
Denise Frossard (PPS) e Marcelo Crivella (PRB) lutam voto
a voto a ida para um possível segundo turno, mas
que, pelas últimas pesquisas, ainda não está
garantido.
Liderando
as pesquisas, Sérgio Cabral (PMDB) diz que não
vai mudar o estilo de campanha que mantém desde julho:
sem ataques e com agenda intensa na capital, na Região
Metropolitana e no interior. Mas o discurso já mudou.
Depois que as sondagens começaram a apontar a possibilidade
de haver segundo turno, ele deixou de falar que “o
importante é ganhar, independente do momento”.
Agora alardeia: “Toda nossa concentração
está no primeiro turno”.
Os
adversários, por outro lado, começam a costurar
apoios para uma possível segunda etapa. Mas a articulação
de uma frente anti-Cabral sofreu forte revés com
o surgimento do escândalo do dossiê atingindo
assessores próximos ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
Caso a disputa presidencial também vá para
o segundo turno, provavelmente contra o candidato do PSDB,
Geraldo Alckmin, a situação no Rio se torna
imprevisível. Cabral se diz “radicalmente neutro”;
Frossard e Eduardo Paes (PSDB) dão sustentação
a Alckmin; Crivella e Vladimir Palmeira (PT) apóiam
Lula. Dificilmente haveria consenso entre os Lulistas e
Alckmistas. E Cabral poderia ser o grande beneficiário.
Na
última semana, todos vão estar de olho nas
pesquisas e intensificando as campanhas. O peemedebista
diz que ainda fará viagens ao interior do Estado.
Dos outros candidatos, só Frossard deve fazer o mesmo,
passando a quarta-feira em Campos. Os demais vão
concentrar a agenda na capital e na Região Metropolitana.
A
decisão é pragmática. Os cinco maiores
colégios eleitorais do estado são a cidade
do Rio com 4,5 milhões de eleitores, que representam
41,6% dos votantes; São Gonçalo, com 617 mil,
5,7% do Estado; Duque de Caxias, com 544 mil, ou 5%; Nova
Iguaçu, que tem 500 mil, ou 4,6%; e São João
de Meriti, com 335 mil eleitores, 3,1%.
Eduardo
Paes e Vladimir Palmeira, que têm cerca de 3% das
intenções de voto, dizem ter esperança
na virada. “Agora é de verdade, é a
hora que as pessoas estão decidindo”, defende
Paes. “Minha agenda será na Zona Oeste, Baixada
e São Gonçalo. Desde o início eu privilegiei
as áreas relegadas a segundo plano pelos governos”,
explicou Vladimir.
Milton
Temer (PSOL) e Carlos Lupi (PDT), ambos com 1% nas últimas
sondagens, atribuem desempenho a institutos de pesquisa.
O pedetista é mais radical: “O resultado da
eleição desmistificará as pesquisas.
Elas estão induzindo o povo, tentando mostrar quadro
que não tem”. Temer defende a proibição
da divulgação de pesquisas na campanha: “Não
quero discutir pelas pesquisas. Se a sociedade votar nos
candidatos que estão indicando vai prevalecer um
suicídio cívico”
Fonte:
www.odia.com.br
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