| Alckmin
e Heloísa engrossam discurso contra dossiê
Brasília - Na reta final da campanha presidencial,
os candidatos engrossaram o discurso de oposição
ao presidente Luiz Inácio da Silva, no programa de
rádio desta terça-feira. À exceção
do próprio petista, todos os demais partidos exploraram
o caso da compra do dossiê por integrantes do PT.
Os documentos comprovariam o envolvimento dos tucanos Geraldo
Alckmin e José Serra com a máfia das ambulâncias.
Lula, por sua vez, apresentou propostas para a segurança
e prometeu combater a "indústria da criminalidade".
Na
última semana da campanha eleitoral, os candidatos
do PSDB, do PTB e do Psol apoiaram seu horário no
rádio em críticas ao caso do dossiê.
Sem apresentar projetos de governo, os políticos
se apoiaram em manchetes de jornais e em apelos emocionais
para levar a eleição para o segundo turno.
O
tucano Geraldo Alckmin destacou o noticiário de jornais
de todo País para comprovar o envolvimento de petistas
com o caso. "Os fatos são graves. Tem assessor
especial do Lula envolvido com isso. Tem diretor do Banco
do Brasil e até o presidente do PT, que era coordenador
da campanha do Lula. É a sua vontade e o seu voto
que estão em jogo, por isso é importante você
saber o que está acontecendo", alertou Alckmin.
Segundo
o PSDB, o caso é uma "ameaça à
democracia". Para eles, o documento tem "origem
duvidosa" e seria usado para prejudicar a campanha
de Alckmin para a Presidência. "Não é
a primeira vez que isso acontece no PT. Quando a gente pensa
que acabou, sempre surge um escândalo ainda maior",
criticou o narrador.
"Não
é possível que as crianças e os jovens
cresçam com tanto mau exemplo. Ou mudamos nosso País
ou nos arrependeremos mais tarde. Está na hora de
o Brasil retomar sua trajetória de sucesso e eu quero
contribuir para isso", completou o candidato tucano.
O
programa do Psol usou de apelo emocional para convencer
os eleitores nesta terça. Usando uma criança
para narrar os acontecimentos, o horário de Heloísa
Helena associou o PSDB ao caso do dossiê. "Na
democracia, todos são iguais. Por isso, é
essencial que se apure também o envolvimento do PSDB
com a máfia as ambulâncias. Na gestão
do PSDB, foram compradas 70% das ambulâncias. Espertinhos
eles, não? Pensam que vão nos enganar",
disse a menina.
"Na
democracia, todos somos iguais. E no escândalo Lula
é igual a Serra, que é igual ao Geraldo",
completou a narradora infantil.
Cristovam
Buarque (PDT), por sua vez, convocou os eleitores a mudarem
de voto. "Todos nós vemos a política
corrupta no nosso País. E os corruptos querem passar
a impressão de que todos são iguais a eles.
Mas existem políticos honestos no Brasil e eu provei
que é possível fazer política com honestidade",
disse o candidato.
Por
fim, o horário pedetista citou as denúncias
contra os demais partidos. "Cristovam, um homem do
partido sem sanguessugas nem mensaleiros."
Durante
penúltimo horário petista no rádio,
Lula apresentou projetos para a área da segurança
pública. "Antes de Lula, o governo federal pouco
fez pela segurança", destacou o narrador. "O
problema da segurança desafia governos no mundo todo.
Apesar de ser de responsabilidade dos Estados, o governo
federal tem ajudado muito na segurança", assegurou
Lula.
O
petista apontou a criação do Sistema Único
de Segurança Pública durante seu governo.
Além disso, Lula destacou a criação
de presídios federais e o crescimento da Polícia
Federal. "Estamos equipando a Polícia Federal
para que ela sirva de exemplo para as polícias estaduais",
disse. O programa do PT trouxe depoimentos de populares
que ressaltavam a atuação da PF na prisão
de "gente grande".
"Estamos
lutando contra o crime organizado e estamos ganhando essa
guerra. Não podemos aceitar o que aconteceu com São
Paulo. Por isso, quero ajudar os Estados no que for preciso.
Nosso objetivo é desmantelar a indústria do
crime e isso está acima de qualquer demagogia e interesse
político", concluiu Lula.
O
horário do petista convocou os eleitores para o dia
da votação. "Lula vai montar uma equipe
de primeira e unir a sociedade em torno de um projeto de
desenvolvimento. Para isso, precisamos estar todos no dia
1° para confirmar nossa confiança em Lula",
chamou o narrador
Fonte:
www.terra.com.br |