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Debate acirra eleição no Rio

Candidatos festejam desempenho e alfinetam adversários


Rio - O último debate antes da eleição para o governo do estado esquentou uma eleição considerada morna até então. Ontem, foi dia de candidatos e assessores avaliarem perdas e ganhos. Mas uma unanimidade surgiu: todos concordaram que, finalmente, a população entrou no processo eleitoral.

Líder nas pesquisas, Sérgio Cabral (PMDB) foi o único a cantar vitória: “Quem estava indeciso se decidiu e vai votar em mim”. Em campanha na Tijuca, Méier e Vila Isabel, ele minimizou os ataques dos adversários: “Foi perda de tempo”.

Marcelo Crivella (PRB), Eduardo Paes (PSDB), Vladimir Palmeira (PT) e Denise Frossard (PPS) evitaram proclamar-se vencedores. Mas Crivella e Paes não se furtaram a apontar Frossard como a derrotada. “A Denise é um susto”, definiu Paes. Em campanha em Bangu, Crivel-la apoiou. “É um absurdo deputado ou senador demonstrar preconceito contra deficiente”, disse, se referindo ao parecer de Frossard sobre projeto na Câmara.

A deputada foi ontem a Campos, onde se encontrou com o prefeito Alexandre Mocaiber, que derrotou Geraldo Pudim — aliado do ex-governador Anthony Garotinho — na eleição municipal. Ela atribuiu os ataques no debate ao fato de os demais candidatos serem homens. “A desigualdade de gênero precisa mudar”, reclamou.

Um embate com início cordial

Apesar da constante troca de farpas, o debate eleitoral de terça-feira começou com muita cordialidade entre os candidatos. Vladimir, Cabral, Paes e Crivella conversaram antes do confronto. Só Frossard teria causado certo constrangimento ao entrar no estúdio e não cumprimentar os adversários. Ela acabou sendo vítima da maior polêmica do debate.

Depois de ser atacado por Frossard, Sérgio Cabral lembrou o episódio em que um assessor da deputada foi preso por tráfico de drogas. Estudante do 2º período de Informática, Elton Gomes da Silva, 20 anos, foi condenado a 11 anos e dois meses de prisão em fevereiro, e cumpre pena no Presídio Bangu 2. Apesar de receber R$ 4 mil no gabinete de Frossard, Elton era o braço-direito do chefe do tráfico no Morro do Estado, Wallace Araújo Torres, 25 anos, o Anão.

A polícia comprovou que ele fazia segurança no tráfico. Frossard justificou: “Era um jovem exemplar que se perdeu para o crime”.

 

Fonte: www.odia.com.br

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