| CANDIDATOS
TROCAM PROPOSTAS POR BATE-BOCA
Em vez de idéias, candidatos ao governo do
Rio trocaram acusações; Sérgio Cabral
(PMDB) e Denise Frossard (PPS) foram principais alvos.
Fonte:
Do G1, no Rio
A discussão de propostas deu lugar aos ataques no
debate de candidatos ao governo do Rio de Janeiro nesta
terça-feira (27), na TV Globo. Os principais alvos
foram o candidato Sérgio Cabral (PMDB) e Denise Frossard
(PPS).
Frossard
partiu para o ataque logo no primeiro bloco, ao perguntar
a Cabral sobre a situação dos servidores e
dizer que “o estado foi sucateado e se tornou inoperante"
nos governos do casal Anthony e Rosinha Garotinho.
O
peemedebista devolveu afirmando que a ex-juíza se
aposentou com apenas 14 anos como juíza, enquanto
o servidor precisa de 35 anos para se aposentar. Frossard
respondeu que antes fora advogada e promotora e contou os
30 anos de serviço.
Vladimir
Palmeira (PT) chamou Paes de bacharel (ele diz ser advogado,
mas não tem registro da OAB), arrancando risos da
platéia. À afirmação do petista
de que o governo Lula é generoso, Paes ironizou:
“Não tenho dúvida. Estão aí
o Delúbio, o Marcos Valério e agora até
o Freud”, disse citando petistas envolvidos em escândalos.
Segundo
bloco
No segundo bloco, o candidato do PRB, Marcelo Crivella mirou
em Frossard ao perguntar a Eduardo Paes (PSDB) sobre um
polêmico parecer da ex-juíza sobre deficientes
físicos. Perguntado por Crivella sobre a posição
com relação aos deficientes, Eduardo Paes
acusou Frossard de ser preconceito no parecer.
“Não
fiz nenhum comentário ou parecer escrito como o da
deputada com expressões que de certa forma causam
pavor como o a ‘deformidade física fere o senso
estético’ do ser humano”, lembrou o tucano
citando o parecer jurídico. Crivella fez coro: “Esse
tema me preocupa. Ninguém tem culpa de ser deficiente.”
“Eu
dei parecer num processo jurídico. Por isso fui buscar
pessoas com deficiência e dois deles estão
aqui comigo. Pedi desculpas”, disse a candidata do
PPS.
Frossard também atacou Crivella e chamou a política
de segurança de Rosinha Garotinho de “burra
e assassina”.
O
bate-boca continuou quando Sérgio Cabral perguntou
sobre os projetos para o setor de transporte a Vladimir
Palmeira. O petista disse que o projeto de levar o metrô
até Itaboraí era "impossível e
demagogia" com os recursos disponíveis do estado.
“Sem ajuda do Governo Federal, é impossível
melhorar o sistema de transportes.”
O
apresentador Márcio Gomes concedeu direito de resposta
a Cabral e foi questionado por Vladimir. “Queria saber
qual foi a ofensa. Deve ser porque ele apóia o governo
Garotinho. Pensei que isso só fosse um erro político”,
comentou, sob aplausos da platéia.
Wladimir e Denise Frossard cobraram Cabral sobre o apoio
a Garotinho. Segundo os candidatos, o peemedebista criticou
o governo de Garotinho e depois o apoio para presidente.
Terceiro bloco
O tema sorteado no terceiro bloco do debate foi segurança.
A candidata Denise Frossard perguntou a Sérgio Cabral
se ele achava importante a exigência de curso superior
para os novos agentes de polícia. Cabral disse que
aprovou o plano de cargos e salários e defendeu a
integração das polícias.
O peemedebista perguntou a Marcelo Crivella sobre saneamento
básico. Crivella disse que é preciso fazer
da Cedae uma empresa em excelência na coleta de esgoto
e distribuição de água, como é
a Petrobras com o petróleo.
Crivella
perguntou sobre saúde a Wladimir Palmeira, que respondeu
que pretende estimular a descentralização
do setor, fazendo do governo um articulador do SUS (Sistema
Único de Saúde).
Palmeira perguntou sobre emprego a Eduardo Paes. O tucano
responsabilizou a questão da violência e a
falta de infraestrutura pela evasão de empresas do
estado.
Último
a perguntar, Paes questionou Denise Frossard sobre habitação.
A candidata afirmou que planeja fazer um programa no qual
o governo do estado seja o planejador, mas os municípios
sejam os executores. Ela disse que, se eleita, vai criar
a secretaria das Cidades.
Quarto
bloco
No bloco do debate reservado aos temas livres, Sérgio
Cabral perguntou sobre investimento em cultura ao candidato
Eduardo Paes. Este defendeu uma legislação
mais aberta a incentivos.
Eduardo Paes perguntou a Denise Frossard o que ela tinha
feito em Brasília, como deputada federal, pela segurança
pública. A candidata disse ter sido integrante da
comissão de Segurança, no Congresso, fez relatórios
e apresentou propostas de lei sobre o tema. Disse que é
preciso ter autoridade moral para falar sobre o tema.
Frossard perguntou a Marcelo Crivella se ele acredita que
o governo do estado tem instrumentos para combater a corrupção.
Crivella respondeu que o problema do estado é o excesso
de terceirização e disse que o político
que dá “o mau exemplo” e acaba “vendo
a corrupção refletida no serviço público”.
Crivella perguntou a Wladimir Palmeira sobre a dívida
pública. O candidato do PT respondeu que apóia
o projeto de redução de 5% dos juros do vice-presidente
José Alencar. Disse ainda que o problema do governo
do estado é o pagamento dos servidores inativos.
Palmeira perguntou a Sérgio Cabral sobre a política
de segurança do governo do estado, mais especificamente
sobre os métodos usados pela polícia. Cabral
respondeu que política de segurança se faz
com inteligência, informação e integração
das polícias.
Quinto
bloco
O petista Wladimir Palmeira encerrou sua participação
no debate dizendo que a população tem três
opções: a continuidade do atual governo, com
Sérgio Cabral; a direita, que segundo ele é
representada pela candidata Denise Frossard; e ele, que
se apresenta como representante e parceiro do governo federal.
Marcelo
Crivella disse que espera que o debate tenha ajudado os
20% de indecisos a definir seu voto. Reforçou que
o Rio atravessa a pior crise econômica e social dos
últimos tempos e que pretende realizar políticas
públicas com o apoio do governo federal.
Denise
Frossard agradeceu a oportunidade de expor suas propostas
e disse que gostaria de ver as mulheres disputando o poder
em igualdade de condições com os homens. A
candidata disse que vai romper com o atual modelo de poder
que, segundo ela, faz da corrupção o seu exemplo
de política.
Eduardo
Paes disse que as soluções para o estado são
conhecidas de todos, mas a crise enfrentada pelo Rio é
muito grave. Lembrou que o Rio, apesar de sua capacidade,
é um estado que perdeu a capacidade de se reinventar
e prometeu lutar conta a acomodação política.
Depois
de fazer um resumo de sua trajetória na vida pública,
Sérgio Cabral afirmou que, com o apoio de nove partidos
que formam a coligação que o apóia,
vai lutar pelo desenvolvimento do estado a investir em saúde,
educação e segurança pública.
Fonte:
www.g1.com.br |