| Cabral
investe em apoio de prefeitos
Uma mobilização massiva de prefeitos, com
suas máquinas municipais, vereadores e cabos eleitorais
durante a votação transformou-se no último
movimento do candidato do PMDB ao governo do Rio, senador
Sérgio Cabral Filho, para tentar encerrar a disputa
já no próximo domingo. "O interior vai
dar o primeiro turno", acredita o candidato a vice-governador,
Luiz Fernando Pezão, encarregado de articular apoio
nas cidades fluminenses - segundo ele, mais de 80 dos 92
prefeitos apóiam o peemedebista.
Perto
do empate técnico com os demais concorrentes, segundo
as pesquisas, Cabral aposta no esquema do ex-governador
Anthony Garotinho e sua mulher, a governadora Rosinha Garotinho
(PMDB), para vencer. "Os prefeitos vão botar
a tropa na rua", confirma um secretário. "Poderá
ser uma vitória apertada."
Pesquisa
Datafolha divulgada ontem mostrou que a ação
dos prefeitos pode ser decisiva. Ela mostrou queda de Cabral
de 43% para 40%, subida de Denise Frossard (PPS-PFL) de
19% para 21% e crescimento de Marcelo Crivella (PRB) de
15% para 19% - empate técnico no segundo lugar. O
peemedebista tem 45% dos votos válidos. A margem
de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou menos.
Nos
últimos dias, duas operações políticas
diversas, atribuídas aos dois principais chefes políticos
do Rio - Garotinho e o prefeito da capital, Cesar Maia (PFL),
rivais -, ajudaram a alterar o quadro. Uma forte campanha
pró-Cabral entre eleitores protestantes aparentemente
tirou votos de Crivella - senador e bispo evangélico
licenciado e até então segundo colocado isolado
na disputa. Já a força da prefeitura infla
a candidata do PPS-PFL.
Uma
pesquisa na área religiosa, feita de 12 a 14 de setembro
pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) com
5 mil eleitores, indica que, entre protestantes e evangélicos,
30,2% declaram votar em Cabral e 28,4%, em Crivella, um
dos líderes da Igreja Universal do Reino de Deus.
Na Assembléia de Deus, o peemedebista vence o bispo
por 34,1% a 24,1%, e na Igreja Batista, por 36,6% a 17,9%.
Na Universal, conhecida pela fidelidade dos eleitores à
orientação dos pastores, Crivella, embora
vencedor, tem intenções de voto abaixo do
esperado: 59,7%.
As
dificuldades de Crivella na área podem ser em parte
atribuídas a Garotinho. Evangélico, ele tem
trabalhado por Cabral nas religiões pentecostais.
Pezão lembra que a governadora Rosinha, também
evangélica, tem feito campanha pelo peemedebista
no segmento religioso.
O
deputado Eduardo Cunha (PMDB) e Fábio Silva, ambos
da Rádio Melodia (emissora com público pentecostal),
e o deputado Edson Albertassi (PMDB) também fazem
campanha por Cabral. O pastor Silas Malafaia, líder
no setor, defendeu Cabral na TV. Analistas destacam os investimentos
que o prefeito Cesar Maia fez na Zona Oeste da capital como
causas do crescimento de Denise Frossard.
A
região é mítica para os políticos
populistas do Rio, que tiraram de lá fortes votações
no passado. Maia, porém, relativiza o peso da região.
"O crescimento na capital foi quase homogêneo
para a faixa dos 20% a 22%", afirma. O maior crescimento,
afirma, se dá na capital e em Niterói e São
Gonçalo
Fonte:
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