| Em
23/12/07, paulocardoso
SENHORES,
gostaria que o responsável pela inclusão dos
e-mails e retiradas dos mesmos da lista da AGENDA REDUTORA
fizesse a gentileza de retirar o meu email desata lista.
Agradeço ter recebido e-mails esclarecedores até
a presente data, mas não desejo receber e-mail de
cunho político tal qual hoje recebi. Quero tecer
comentários com as pessoas que não recebem
os e-mails da Agenda e não fazer discussão
política.
Portanto desejo que meu desejo de cidadão seja respeitado
e deletem o meu e-mail da lista.
Sem mais para o momento
Paulo Cardoso
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Em
26/12/07, Fernando :
Caro Paulo Cardoso,
A mensagem por ti denunciada é um fato isolado Foi
enviada por um dos mais de 120 participantes do grupo.
Tampouco faz apologia de um partido ou político,
mas noticia o que acredita ser uma "violência
jurídica", contra a cidadania. Não poderia
assim ser censurado.
O grupo da Agenda não tem moderação.
Qualquer participante envia qualquer tipo de msg. Acreditamos
no exercício da liberdade e da pluralidade.
A msg em questão foi enviada por representante da
Associação dos Servidores dos Fundos Municipais
- ASFUNRIO. Ele já disponibilizou, por exemplo, em
primeira mão, relatório da CPI dos Fundos
da Criança e do Adolescente e de Assistência
Social de autoria de vereadora Andreia Gouvea, de partido
oposto ao que a notícia em referência trata,
demostrando desapego político-partidário.
Mas também não somos apolíticos nem
podemos nos eximir de analisar o que se denuncia como "violência
jurídica" contra um mandato popular, qualquer
que seja ele, de qualquer partido.
De qualquer forma, caro Paulo Cardoso, após esta
explicação, se ainda quiseres se retirar do
grupo, confirme esta intenção que o faremos,
ainda que consideremos importante a sua contribuição,
respeitaremos sua decisão.
Abraços,
Fernando
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Reinaldo
Gostaria
de comunicar a todos, que faço militância a
muitos anos no movimento social. Estando também representando
a Sociedade Civil no Conselho Municipal de Assistência
Social e no Conselho de Administração do PREVIRIO.
Não sou filiado ao Partido em questão, porém,não
poderia de deixar de informar aos membros da Agenda Redutora,
o fato político da maior gravidade. Trata-se de uma
decisão de liminar cassando o primeiro suplente,
e nomeando o segundo suplente de outro partido.
Abraços,
Reinaldo
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Em
26/12/07, Fatima
Acompanhando as discussões sobre a mensagem enviada,
de cunho supostamente político, de um dos participantes,
não pude me furtar a colocar meu ponto de vista.
Todos nós tomamos decisões o tempo todo, que
são decisões políticas, conscientes
ou não, disso [política vem de público,
de pólis, do interesse público e cidadão].
Ao nos manifestarmos a favor ou contra qualquer situação
estamos interferindo no rumo das decisões.
Ao votarmos, conscientes ou não, estamos interferindo
no futuro da cidade, estado, país e de todos os cidadãos
que neles habitam.
Ao nos calarmos também estamos interferindo nas decisões.
O silêncio é argumento tanto poderoso quanto
covarde.
Considero que é um fator limitante de muitos movimentos
sociais e lideranças não conversarem com os
partidos políticos e seus vereadores, deputados,
senadores, pois são eles que votam e decidem sobre
o nosso futuro, em última instância. Sem a
nossa pressão consciente e informada, eles tomam
as decisões movidos por interesses individuais ou
restritos aos mais próximos.
É certo que os partidos políticos não
nos representam como gostaríamos, mas precisamos
entendê-los como uma força política
importante na sociedade.
Que, pelo menos, aqueles parlamentares em quem votamos nos
representam e merecem nosso respeito e solidariedade. Ou
quem sabe repúdio, quando demostram que suas convicções
eram apenas eleitoreiras, mas que também tem que
ser manifestado claramente.
O que não podemos abrir mão é dos princípios
éticos que balizam os movimentos sociais do qual
somos parte.
Desejo que consigamos em 2008 avançar na construção
de um mundo mais solidário.
O Fórum está fazendo uma parte importante.
Um abraço.
Fatima Pivetta.
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Fatima,
Gostaria de externar que penso também de forma semelhante.
O parlamento é um instrumento da democracia, e sem
ele, estaríamos diante de um estado autoritário.
A sociedade tem um posição critica ao parlamento
e ao meu ver, é pela falta da representatividade
de seus parlamentares, de suas lideranças partdárias,
e que não reflete os anceios da sociedade;
Acho que a sociedade deve discutir o financiamento público
de campanhas eleitorais, e abrir espaço para as pessoas
de bem. E isso só vai se dar, com maior engajamento
de pessoas conscientes.
Abraços
Reinaldo
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Continuando
a conversa sobre democracia, eu gosto muito de ler a Marilena
Chauí sobre os caminhos do Brasil nas lutas pela
cidadania de todos.
Envio esse texto dela, no anexo, que foi publicado pelo
Paulo Henrique Amorim [ conversa-afiada.ig.com.br], no blog
dele, e também no sítio do PT.
A Marilena Chauí sempre nos lembra que muitas forças
políticas buscam tirar o poder das decisões
da arena política, colocando-a em outras arenas,
como na ciência ou no judiciário.
Isto é uma grande perda para a democracia, mas infelizmente
muitas lideranças políticas, sociais e empresárias,
se confundem ou aprovam tal mudança, que tira dos
fóruns legitimamente constituídos, porque
eleitos pela maioria dos cidadãos das cidades e do
país, e jogam para pequenos grupos de interesse decisões
políticas que nos afetam a todos.
Eu tenho muito medo desse caminho que está sendo
trilhado no Brasil, particularmente de judicialização
das decisões. Estão americanizando nosso país
e isso é mau, pois os EUA são regidos pelo
individualismo predador, que leva um cidadão a ver
no outro um inimigo a quem tem que tirar tudo, e pela via
do poder judiciário.
Os juízes não são eleitos por nenhum
cidadão e as lideranças dos movimentos sociais,
de empresários, etc. são eleitos por pequenas
parcelas da população que detêm interesses
muito específicos.
São os parlamentares, prefeitos, governadores e presidentes
da república, os detentores de representatividade
de massa.
Precisamos aperfeiçoar a nossa democracia sempre,
criando mais mecanismos e instâncias de participação
cada vez mais próximas dos nossos locais de moradia
e de trabalho.
É a minha luta. Democratizar as instituições
no seu fazer cotidiano. Busco fazer isso na FIOCRUZ. É
o pedaço que me cabe e que tenho condições
de ir transformando.
Um abraço.
Fatima.
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Fatima,
O texto que você enviou me fez refletir sobre o Brasil,
sua diversidade e desigualdade. Estou atualmente estudando
direito, ou melhor o direito positivo, esse dos detentores
do poder. Esta nítido para todos brasileiros, que
o "estado", este que esta ai nos corroendo, não
é o estado democrático de direito, apregoado
na nossa CRFB de 88. Tem um dado que me chama a atenção,
que é os meios de comunicação de massa,
ou a sua democratização. Como vimos no Brasil,
esse privilégio é de uma minoria, dos chamados
detentores do poder. Eles podem manipular informações
e passar para grande massa o que interessa na visão
deles. Tenho acompanhado essa discussão da "JUDICIALIZAÇÃO
DAS POLITICAS NO BRASIL", tendo em vistas o vácuo
de poder deixado pela classe política. Ai entra a
sociedade civil organizada, os movimentos sociais, até
mesmo os partidos políticos. Embora este último
esteja fora de "moda", seria perigoso nós
deixarmos de aprofundar essa discussão em outro terreno,
pois poderíamos fazer o jogo da ditadura. Esse filme
já passou no Brasil em várias oportunidades,
e nunca é demais ficarmos de olho. Como você
externou, a indicação dos membros do Supremo
Federal, é pela indicação do Presidente
da República,a outra via é pelo 5 (quinto)
constitucional. Tenho visto a TV CÂMARA e TV SENADO.
Olha é um espetáculo, para não dizer
ridículo. Ainda sobre o fenonemo da judicilização
da politica. O Tribunal Superior Eleitoral, permitiu aos
pequenos partidos, uma fatia maior do fundo partidário.
E você viu que os grandes partidos correram para anular
a decisão do TSE. Daí a importância
de termos canais de comunicação de um Agenda
Redutora de Violênicias local.
abralços
Reinaldo,
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