Das
100 piores escolas do Brasil, 23 são do Rio
O
Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Indeb) revelou o baixo desempenho da educação
pública no Estado do Rio de Janeiro. Os dados fornecidos
pelo Ministério da Educação, publicados
recentemente, mostram que a situação do
ensino público em nosso estado é caótica.
Entre as 100 piores escolas do país, 23 são
do Rio, sendo 18 estaduais. Ainda, segundo o Indeb, enquanto
os outros estados melhoraram seu desempenho, o Rio caiu
de 15º para o 17º no ranking nacional do Ensino
Médio, e do 13º para o 20º lugar de 5ª
a 8ª série.
Vários
são os fatores, mas, um dos principais, seria a
falta de compromisso político dos governantes nos
últimos anos, contribuindo para o agravamento da
crise. Não há continuidade nas políticas
públicas, principalmente na área da educação.
Falta investimento no professor, na escola, no aluno,
sem falar na questão salarial, que atinge os profissionais
da educação como um todo.
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento
da Educação Básica (Fundeb), segundo
dados do Ministério da Educação,
contam com investimentos de R$ 3,2 bilhões na educação
em todo o país, destes 60% vão para investimentos
na remuneração e na valorização
dos professores das escolas públicas, portanto,
há verbas! Só não dá para
entender esse caos na educação em nosso
estado.
Dentro desta perspectiva, há uma luz no fim do
túnel. O piso nacional de R$ 950 deverá
ser pago em duas parcelas, janeiro de 2009 e janeiro de
2010 a docentes II de 40 horas. A unificação
já é um avanço, mas a educação
como um todo precisa de mais, muito mais. Com a palavra,
os governantes.
“Todo conhecimento deve estar em função
da transformação da realidade.” (Frei
Betto)