Mobilizações no Rio de Janeiro, São
Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Fortaleza,
Distrito Federal, Pará, Paraíba
No
Dia Internacional da Mulher haverá atividades,
ações de rua, debates, oficinas organizadas
pela Marcha Mundial das Mulheres em conjunto com outras
entidades do movimento de mulheres e movimentos sociais
como um todo.
As bandeiras das mobilizações são:
defesa da soberania alimentar, o direito das mulheres
de viver sem violência, a legalização
do aborto, o enfrentamento com o livre-comércio
e as transnacionais, a mercantilização
do corpo e da vida das mulheres e a ação
da mídia na manutenção do machismo.
No
Rio de Janeiro, por exemplo, a manifestação
acontecerá no final da tarde da sexta-feira 7
de março. O tema central do ato será em
torno de uma das lutas históricas do movimento
feminista e de mulheres, a descriminalização
e legalização do aborto. Com a bandeira
"Em Defesa das Mulheres para não Morrer:
Descriminalização e Legalização
do Aborto", a concentração do ato
será na Candelária, às 15 horas,
e a
passeata serguirá até a Cinelândia.
De acordo com nota da Marcha,"Entendendo que a
criminalização do aborto não impede
a sua realização em nosso país
e deve ser encarado como uma questão de saúde
pública e autonomia das mulheres, no dia 7 de
março mulheres de diversas entidades, movimentos,
partidos, sindicatos, entre outros
sairão às ruas.
Em
São Paulo, o mote da manifestação
será "Mulheres feministas anticapitalistas
em luta por igualdade, autonomia e soberania popular".
Cidades da região metropolitana e do interior
do estado devem participar e fazer desse ato uma ação
estadual.
Uma
ação estadual também acontecerá
no Rio Grande do Sul, onde pelo menos 10 cidades organizarão
atividades pelo Dia Internacional da Mulher. Dia 8,
em Porto Alegre, a marcha unificada entregará
um manifesto das mulheres aos 3 poderes (executivo,
legislativo e judiciário), exigindo igualdade
e mais direitos para as mulheres.
No
Rio Grande do Norte, pelo menos 5 municípios
realizarão atividades de 8 de março. Em
Mossoró, cidade que concentrará a região
oeste do estado, por exemplo, uma passeata com o tema
"Feminismo e soberania dos povos: em luta por igualdade
e pelo fim da violência" ocupará as
ruas da cidade ao som da batucada feminista.
Fortaleza
também será palco de uma passeata das
mulheres de muitos movimentos e entidades. O eixo da
manifestação será o questionamento
do modelo de desenvolvimento atual e seus impactos sobre
a vida das mulheres. Assim, serão discutidas
questões como a infra-estrutura, a necessidade
de soberania alimentar e a defesa da redução
da jornada de trabalho e da valorização
do salário mínimo.
No
Distrito Federal, as militantes da Marcha Mundial das
Mulheres participam da organização de
uma semana de debates e atividades culturais sob o eixo
"Mulher trabalhadora: uma história de luta
pela igualdade". Os temas priorizados serão:
legalização do aborto, fim da violência
sexista, redução da jornada de trabalho.
No
Pará, as estudantes da MMM organizaram um calendário
de debates e oficinas na Universidade Federal na semana
que antecede o 8 de março. Também está
sendo construída uma agenda sindical e feminista
para celebrar a data com muita luta. Uma pré-conferência
de mulheres jovens marcará o dia 7, e a semana
termina dia 9 com uma reunião estadual da MMM.
Também
na Paraíba, palestras, painéis e atividades
culturais como teatro, filmes e shows de música,
além de feira de artesanato e uma vigília
pela vida das mulheres (em solidariedade às vítimas
da violência sexista) rechearão a semana
do Dia Internacional da Mulher, começando dia
5 de março. a questão da violência
também vai dar o eixo das atividades do comitê
da Marcha no Maranhão. Haverá palestras,
caminhada e participação em programas
de rádio.