De
acordo com o anúncio de licitação,
o prazo de execução do novo plano será
de 18 meses. O projeto prevê diversas ações,
entre elas o cadastro de 900 quilômetros de rede
de drenagem, a inspeção de 1.500 quilômetros
de rios e galerias; e a aquisição de 40
estações hidrológicas, que irão
medir qualidade de água, nível das precipitações
e vazões.
Em
entrevista a Rádio CBN na manhã desta segunda-feira,
no entanto, o futuro secretário de Governo de Eduardo
Paes, Pedro Paulo Carvalho, avisou que todos os anúncios
que estão sendo feitos serão revisados.
Na semana passada, um estudo da Escola de Administração
Pública de Empresas da Fundação Getúlio
Vargas (FGV) sobre os gastos públicos nas duas
últimas gestões do prefeito Cesar Maia (2001-2004
e 2005-2008) mostra que o prefeito eleito, Eduardo Paes,
assumirá com 80% do orçamento já
comprometidos. Isso inclui desde despesas obrigatórias
em saúde e educação a compromissos
assumidos na era Cesar com servidores e para concluir
obras que ficaram inacabadas.
Além
disso, observa que o cenário de crise econômica
pode levar à queda na arrecadação
da prefeitura, limitando ainda mais os recursos disponíveis.
Ao comentar o estudo, o futuro chefe do Gabinete Civil
lembrou que a equipe de de transição já
havia identificado a necessidade de cortes no orçamento,
entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões, porque
a arrecadação prevista estaria superestimada.
Estado
de emergência em Campos
No
domingo, o Secretário estadual de Saúde
e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, decretou estado
de emergência em cinco áreas do município
de Campos de Goytacazes, no Norte Fluminense , que há
duas semanas vem sendo castigado pelas chuvas. Com a medida,
sobe para seis o número de municípios na
mesma situação: Rio Bonito, Carapebus, Barra
do Piraí, Paracambi e Silva Jardim, além
de Campos. De acordo com a Defesa Civil, já foram
contabilizados 527,3mm, de chuva em Campos, 243% acima
da média mensal e volume recorde dos últimos
40 anos. Após uma inspeção aérea,
Côrtes determinou estado de emergência no
distrito de Ururaí, onde mais de 300 famílias
tiveram que sair de suas casas, além das localidades
de Aleluia, Batatal, Imbé e Lagoa de Cima. O Rio
Ururaí subiu três metros acima do nível
normal.
Levantamento
feito no início da manhã desta segunda-feira
pela Coordenação da Defesa Civil do Estado
mostra que o número de desalojados em função
das chuvas é de 2.050. Já o total de desabrigados
é de 819. Ao todo, as chuvas dos últimos
dias já afetaram mais de 394 mil pessoas em todo
Estado, deixando ainda três mortos: um em Volta
Redonda e dois em Rio Bonito.
Cinco
municípios continuam em situação
de emergência: Carapebus (Norte), Silva Jardim (Litorânea),
Paracambi (Baixada Fluminense), Barra do Piraí
(Centro-Sul) e Rio Bonito. Nestas cidades foram registradas
inundações e desabamentos, e, junto com
Campos de Goytacazes, concentram a maioria dos desalojados
e desabrigados.