Governador
nega reajuste de tarifa de 28% em passagens de ônibus
Rio - O governador do estado, Sérgio Cabral Filho,
julgou abusiva a proposta encaminhada ao Departamento
de Transportes Rodoviários (Detro) pela Fetranspor
com a solicitação de 28,47% de reajuste
nas passagens dos ônibus intermunicipais e determinou
a realização de estudos a fim de definir
a concessão ou não da revisão tarifária.
Ele orientou ao Detro para que, caso se decida pela concessão
do aumento, que este aconteça num índice
mínimo como forma de não se onerar ainda
mais o orçamento dos trabalhadores fluminenses.
"O
índice solicitado pela Fetranspor é impensável.
As empresas devem estar preocupadas, acima de tudo, em
garantir um bom serviço aos usuários, pois
é prioridade do governador Sérgio Cabral
assegurar aos cidadãos um transporte de qualidade
com preço acessível. Com certeza, a melhor
tarifa não é aquela de maior valor nominal,
mas sim, a que a população pode pagar. De
que adianta os ônibus circulando vazios porque os
passageiros não têm condições
de arcar com esta despesa? Quem lucra com isso?",
questiona Rogério Onofre, presidente do Detro.
Em
agosto, o presidente da Fetranspor, Lélis Marcos
Teixeira, alertou a O DIA sobre a necessidade de reajustes
para atender às novas normas de acessibilidade
estabelecidas pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização
e Qualidade Industrial (Conmetro). Em vigor desde o dia
16 de outubro, a lei determina que todos os novos coletivos
incorporados à frota devem estar adaptados.
Em
julho de 2009, todos os ônibus em circulação
terão que estar de acordo com o calendário
de adaptações elaborado pelo Conmetro. Entre
as mudanças previstas pela nova legislação
estão a instalação de rampas de acesso,
plataforma elevatória (elevadores) ou sistema de
movimentação vertical da suspensão
dos veículos. Segundo empresários do setor,
os gastos extras causados pelas mudanças devem
ser divididos com os usuários.
Conforme
determinado na portaria 849, de novembro de 2007, a revisão
tarifária nas linhas de ônibus intermunicipais
é feita anualmente, no mês de novembro, cabendo
ao Detro a análise dos custos apresentados para
fixação do índice de reajuste. As
empresas são obrigadas a fixar avisos com os novos
valores a serem praticados para que o usuário tome
ciência do aumento.
"A
fixação de uma data-base para o reajuste
tarifário trouxe importantes ganhos para a população,
já que, em outros governos, a alteração
no preço das passagens acontecia a qualquer tempo,
da noite para o dia, pegando o usuário desprevenido,
sem que este pudesse se programar. Com esta regulamentação,
as empresas não podem mais aplicar a nova tarifa
de um dia para o outro, pois precisam avisar seus passageiros
com um mínimo de dez dias de antecedência.
A revisão anual é luta antiga do Ministério
Público defendida, especialmente, pelo promotor
Rodrigo Terra, e que, adotada pelo Detro, representa importante
vitória da administração Sérgio
Cabral", explica Rogério Onofre.
Fonte:
www.odia.com.br