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Médico vai ter gratificação

Profissional da rede estadual que der plantão em emergências receberá até R$ 2 mil a mais


Por: Pâmela Oliveira

Rio - Médicos da rede estadual que dão plantão em serviços de emergência, maternidades, unidades de terapia intensiva, central de regulação de leitos e no serviço pré-hospitalar receberão gratificações que variam de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil por mês, conforme publicado no Diário Oficial. Aqueles que atuarem nos fins de semana — onde costuma ocorrer falta de especialistas e clínicos — receberão o valor máximo. Para garantir a gratificação integral, porém, o médico não pode faltar a nenhum plantão.

“Os médicos que dão plantão nas emergências têm carga de trabalho muito mais difícil e intensa dos que os que trabalham na rotina. Um dos objetivos da gratificação é garantir que não ocorra falta de plantonistas para que o cidadão tenha o atendimento digno”, disse o tenente-coronel Sílvio Jorge de Souza, superintendente de Recursos Humanos da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil.

Segundo ele, o valor da gratificação será reduzido pela metade se o médico faltar a um dos plantões, mesmo se a falta for justificada. Se o profissional tiver duas faltas, só terá direto de receber um terço dos valores. Acima de duas faltas mensais, perde a gratificação. Para ter direito ao pagamento, o médico deve trabalhar num plantão semanal de 24 horas ou em dois, também semanais, de doze horas.

A gratificação será paga a estatutários e temporários, e é válida por dois anos ou até que tenham sido implantadas as Fundações Estatais. “O médico assinará ponto na chegada e na saída. E a partir de janeiro todos os hospitais terão controle de freqüência via web”, diz Sílvio.

MORTE NA ZONA NORTE

A falta de médicos nos plantões causa sérios problemas. Em setembro, o governador Sérgio Cabral chamou de “vagabundos” e “safados” médicos que faltaram a plantão no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Sexta-feira, M.C.M, 22 anos, morreu depois de passar uma hora na unidade, que não tinha anestesista. Baleado, ele chegou a receber transfusão de sangue, mas teve parada cardiorrespiratória.

Segundo o prontuário, “o chefe de equipe tentou transferência para outra unidade para a realização de cirurgia de urgência. Nao há anestesista no plantão de sexta-feira há três meses”. O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, acusa o governo do Estado de não tomar providências. “Isso é assassinato. O governo do Estado sabe há três meses que o Getúlio Vargas não tem anestesista e não resolve o problema”, disse.

O Estado afirmou que o paciente não tinha condições de transferência pela gravidade — diferentemente do que diz o prontuário. O governo também informou estar resolvendo a falta do profissional.

 

Fonte: www.odia.com.br

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