Câmara
dos Vereadores do Rio aprova cobrança de taxa de
iluminação pública
Do:
O Globo
RIO
- A partir de 2010, o carioca passará a pagar uma
taxa de iluminação pública em sua
conta de luz, cujo valor poderá variar de R$ 2
a R$ 90, de acordo com o consumo mensal. A previsão
é que a Contribuição Para Custeio
do Serviço de Iluminação Pública
(Cosip) - aprovada na noite desta quarta-feira em sessão
única na Câmara dos Vereadores, por 34 votos
a 12 - gere uma arrecadação de R$ 120 milhões
anuais para a RioLuz. O dinheiro seria investido em manutenção,
como troca de lâmpadas e postes, e em compra de
material, incluindo veículos.
A
votação se deu em torno de um substitutivo
apresentado pelo vereador Luiz Carlos Ramos - que foi
expulso do PSDB e está sem partido - ao projeto
1.431/2003, do ex-prefeito Cesar Maia, que criava a Cosip,
mas não chegou a ir a plenário. Houve modificações:
em vez de uma taxa fixa, o novo texto diz que o valor
será calculado sobre o consumo mensal. Estão
isentos os consumidores residenciais, industriais e comerciais
com consumo abaixo de 80kWh. A cobrança será
feita na fatura da Light, que repassará os valores
para o Fundo Especial de Iluminação Pública
da Prefeitura.
Mesmo
considerando a possibilidade de o projeto desgastá-lo
politicamente, Luiz Carlos Ramos disse acreditar que poderá
virar o jogo quando a população notar melhorias
na iluminação pública.
-
O dinheiro é carimbado. Não pode ser gasto
com outra coisa - afirmou, alegando que mais de 30% das
residências ficarão isentas, porque têm
consumo abaixo de 80 quilowatts. - Assim como 40 mil clientes
da indústria e do comércio.
O
prefeito Eduardo Paes disse que o projeto foi uma iniciativa
da administração passada e vem sendo discutido
há muito tempo. "A aprovação
dele é importante para a cidade. O Rio é
uma das poucas capitais do país em que esta taxa
de iluminação pública não
é cobrada. O projeto do meu antecessor tem o objetivo
de reparar esta distorção. Minha intenção
é sancioná-lo", afirmou em nota.
A
Fecomércio vai à Justiça contra a
taxa. Em nota, a federação afirmou que "julga
inconstitucional a forma de cobrança, além
de ser um aumento da carga tributária".