Rio
- O prefeito Eduardo Paes assinou, nesta segunda-feira,
o ato que torna sem efeito a publicação
no Diário Oficial da sanção da lei
que institui a Contribuição de Iluminação
Pública (Cosip). Paes disse que apenas nesta manhã
tomou conhecimento da decisão da Justiça
que impediu a sanção da nova lei. A previsão
de arrecadação com a nova taxa é
de cerca de R$ 120 milhões por ano.
Segundo
o prefeito, a notificação da Justiça,
que torna a cobrança sem efeito, só foi
entregue em sua residência na noite de domingo,
mas ele estava ausente. Na manhã desta segunda-feira,
o Paes procurou o plantão judiciário para
dar explicações. O ato que torna a sanção
sem efeito será publicado no Diário Oficial
do município nesta terça-feira.
Na última sexta-feira, a liminar contra a Cosip
foi mantida pela juíza Georgia Vasconcellos da
Cruz, da 7ª Vara de Fazenda Pública do Rio
- ela anula as sessões extraordinárias da
Câmara dos Vereadores que eram favoráveis
à criação do imposto. A Cosip seria
uma taxa mensal de R$ 2 a R$ 90 na conta de luz, cobrada
de acordo com o consumo de cada cliente. Os consumidores
que usarem apenas 80kWh estão isentos.
A
proposta — que, em maio, era rejeitada por 31 parlamentares
conforme levantamento feito por O DIA na época
— foi aceita por mais de 60% da Casa. Ou seja, 17
políticos mudaram de ideia em menos de seis meses.
Após manobra da base governista, o projeto de lei
de autoria do vereador Luiz Carlos Ramos (sem partido)
foi colocado em pauta e aprovado em duas discussões.
Outros municípios já tentaram criar a taxa,
que foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal
Federal.