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Passagens de trens, metrô e barcas não devem aumentar em 2010

Por: Marcelo Dias - Extra

RIO - O governador Sérgio Cabral não pretende reajustar os preços das passagens dos trens, do metrô e das barcas. A ideia de manter congelado o valor das tarifas em 2010 vinha sendo discutida ao longo do semestre, quando os indicadores econômicos apontavam para uma deflação no Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas como taxa de referência para avaliar os custos do transporte, entre outros. Segundo a FGV, o IGP-M acumulado no ano revela uma inflação anual negativa de 1,64%.

Como o governo estadual adota o IGP-M como indexador para as tarifas de transporte, a medida beneficiaria mais de 1 milhão de passageiros na Região Metropolitana. As próprias concessionárias já estão cientes de que não terão reajuste. Os primeiros 20 dias de dezembro confirmam a tendência negativa da inflação, de acordo com a medição da FGV.

Decisão política
Para o consumidor, no entanto, o gasto com transporte aumentou 3,16% ao longo destes 12 meses. Além disso, o fato de 2010 ser um ano eleitoral, com o governador candidato à reeleição, também influenciou na decisão política de manter as tarifas como estão.

- Como a inflação será negativa, não deveremos mexer nas tarifas dos trens, do metrô e das barcas, que são medidas pelo IGP-M - confirma o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes.

- Se houvesse algum aumento, seria muito residual, quase insignificante, coisa de 1% - diz o diretor de uma concessionária.

Reajuste na capital
Já a Prefeitura do Rio segue o caminho contrário e anunciará nos próximos dias o aumento das passagens de ônibus. A Secretaria de Transportes adota o IPCA-E como índice para a tarifa. Segundo o IBGE, o IPCA-E acumulado no Rio é de 4,28%.

De acordo com a prefeitura, o percentual de reajuste não está definido, mas será inferior aos 7% autorizados pelo Detro para as linhas intermunicipais.

Detro libera aumento acima da inflação
O valor das passagens dos ônibus intermunicipais, porém, sofrerá reajuste de 7% no dia 2 de janeiro - mesmo diante de uma deflação de 1,64% de acordo com o IGP-M, do aumento de 3,16% nos gastos dos passageiros com transporte e uma inflação nacional estimada em 4,3%.

Ainda assim, os empresários pediram reajuste ao Detro. Na primeira tentativa, não indicaram o percentual pretendido. Depois, requisitaram uma revisão de 15%, alegando, principalmente, custos com pessoal.

O aumento tarifário dos coletivos foi confirmado neste fim de semana pelo presidente do Detro, Rogério Onofre, em entrevista ao "RJTV", na Rede Globo. Os valores das novas tarifas devem ser publicados hoje no Diário Oficial:

- Com o ordenamento do transporte complementar, com a integração de modais e, agora, com o bilhete único, há a garantia da saúde financeira das empresas, e a população não deve pagar além do justo.

Metrô altera integração de Copacabana para Gávea
A chegada do metrô a Ipanema alterou a rota da linha de ônibus mantida pela concessionária Metrô Rio em direção à PUC, na Gávea. Antes, a ligação partia da estação da Rua Siqueira Campos, em Copacabana. Agora, o trajeto sairá da Praça General Osório, em Ipanema. A alteração torna o percurso 40% menor, reduzindo o tempo perdido em engarrafamentos.

Os pontos de parada no trajeto também foram modificados. Partindo da General Osório, a primeira parada será na Praça Nossa Senhora da Paz, no mesmo bairro. De lá, segue para dois novos pontos: Rua Prudente de Moraes 1.256 e Rua General San Martin 156. A partir daí, o percurso é o mesmo, com estações na Praça Antero de Quental, na Rua Bartolomeu Mitre, no Alto e Baixo Leblon e na PUC.

Na volta, em vez da Garcia D´Ávila, os ônibus param na Rua Visconde de Pirajá 843, em Ipanema.

Os percursos entre Botafogo e a PUC e da Barra para Copacabana não sofreram alterações com a nova estação da General Osório.

Fonte: extra.globo.com

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