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Usuários
ganham papel de destaque durante a 7ª Conferência
Municipal de Assistência Social na Firjan
A vida dos profissionais da área da assistência
social não é nada fácil. São
muitos os limites encontrados no dia-a-dia para garantir
os direitos de várias pessoas que sobrevivem sem
acesso à alimentação, à moradia,
à educação e à dignidade.
Entre elas, estão inúmeros meninos e meninas
indefesos, que – sem perspectiva de vida - se aproximam
das drogas e da prostituição. Foi pensando
em fortalecer o trabalho desses agentes e para conhecer
melhor os entraves dessa rotina, que a 7ª Conferência
Municipal de Assistência Social priorizou a participação
dos usuários – das pessoas assistidas –,
com intuito de avançar efetivamente na construção
de novas propostas e na ampliação das políticas
públicas sociais. A 7ª Conferência Municipal
de Assistência Social aconteceu nos dias 8 e 9 de
julho, no Auditório do Sistema Firjan, na Tijuca,
e contou com a participação de mais de 500
pessoas/dia.
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Sob
o tema “Participação e Controle
Social no SUAS”, a mesa de abertura do evento,
pela primeira vez, teve a participação
de um ex-menino de rua, Jefferson Ferreira, que
representou os usuários assistidos pelos
programas desenvolvidos pelo Conselho Municipal
de Assistência Social (CMAS), que faz parte
da Secretaria Municipal de Assistência Social
(SMAS). Jefferson
destacou que se faz cada vez mais urgente que as
pessoas olhem para a população de
rua com um “olhar mais humano”. |
E
um outro ex-menino de rua, Marcelo Silva, terminou o evento
como um dos delegados que vão defender os trabalhos
da instância municipal na próxima Conferência
Estadual de Assistência Social, que acontecerá
até outubro deste ano, visando a Conferência
Nacional, marcada para dezembro, em Brasília.
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Além
deles, estiveram presentes na abertura a secretária
executiva do Ministério do Desenvolvimento
Social, Arlete Sampaio; uma das conselheiras do
Conselho Nacional de Assistência Social, Margareth
Alves Dallaruvera; a subsecretária estadual
de Assistência Social e Direitos Humanos,
Nelma Azeredo; secretário municipal de Assistência
Social, Fernando William; a presidente e o vice-presidente
do Conselho Municipal de Assistência Social,
Danielle Reis e Paulo Haus Martins. |
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A
respeito do protagonismo das pessoas assistidas na conferência,
Arlete Sampaio afirmou que é possível fazer
políticas públicas sociais permanentes desde
que os usuários consigam aumentar a participação,
a reclamação, e também quando todos
estiverem trabalhando para sair do campo da mera democracia
rumo à participação efetiva. A secretária
disse que o governo federal investe, anualmente, R$ 33
bilhões em políticas de assistência
social em todo o país. “Esta é a demonstração
cabal que hoje a política de assistência
social é prioritária no governo Lula. Temos
que ampliar os CREAS e qualificar as CRAS e as CRES do
Brasil. Um outro ponto importante é institucionalizar
as políticas, para ganhar legitimidade, de modo
a não admitir um retrocesso”.
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A
secretária adiantou que o governo federal
está preste a fechar uma política
social especialmente para a população
de rua. E com um tom de que o Rio possa ser um dos
grandes beneficiários dessa articulação,
Arlete Sampaio fez questão de ressaltar a
importância das três esferas governamentais
estarem atuando juntas hoje no estado. “Os
grandes protagonistas são os secretários
municipais de assistência social. |
São
os agentes essenciais porque são os verdadeiros
conhecedores do mapa da pobreza nos municípios.
Fico feliz que no Rio estejamos trabalhando juntos”.
CONSELHEIRA
DO CNAS FAZ DISCURSO INFLAMADO
Representando
o Conselho Nacional de Assistência Social,
Margareth Alves Dallaruvera disse aos presentes
que ser conselheiro é “ter a consciência
de que é preciso fiscalizar sempre”.
Aos gestores públicos, ela pediu para que
tenham “mais ouvidos do que boca”. Na
verdade, Margareth não poupou frases enérgicas
num discurso inflamado, como quem quisesse despertar
nos conselheiros atitudes mais comprometidas. |
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“O
que falta na sociedade não é só a
vontade política. Falta compromisso técnico,
ético e um atendimento humanizado. Ser conselheiro
é assumir uma responsabilidade ímpar. Não
podemos ser cooptados pela agenda governamental. A pior
coisa para um ser humano, quando se torna um conselheiro,
é aceitar a cooptação. Temos que
trabalhar a sério. Temos que conhecer de tudo para
avaliar, criticar e sugerir”.
Para
Nelma Azeredo, subsecretária estadual de Assistência
Social e Direitos Humanos, além da atuação
séria dos conselheiros, o grande desafio da assistência
social hoje é transformar o SUAS (Sistema Único
de Assistência Social) em lei, e aproveitou para
pedir a assinatura de todos no apoio ao Projeto de Lei
(PL) SUAS, que está tramitando no Congresso. Ela
enfatizou que, desde a IV Conferência Nacional de
Assistência Social, realizada em dezembro de 2003,
ganha força uma nova agenda política para
efetivar direitos socioassistenciais na forma da SUAS,
modelo de gestão para todo território nacional,
que integra os três entes federativos com o objetivo
de consolidar o sistema descentralizado e participativo,
previsto na Lei Orgânica da Assistência Social
– LOAS.
Desse
modo, o PL denomina o sistema descentralizado e participativo
referido no art. 6º das LOAS como SUAS e organiza
as ações socioassistenciais para que sejam
ofertadas com foco prioritário nas famílias
e tendo como base de organização o território,
incorporando os avanços da Política Nacional
de Assistência Social – PNAS, aprovada em
2004, e da Norma Operacional Básica do SUAS –
NOB/SUAS, aprovada em 2005.
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