Doutor
critica programa de transferência de renda
O
segundo dia da 7ª Conferência Municipal de
Assistência Social foi aberto com a palestra “Participação,
Controle Social e Universalização dos Direitos”,
proferida pelo Doutor em Serviços Social da UFRJ,
Rodrigo de Souza Filho. Na opinião do especialista,
a política nacional de transferência de renda
não universaliza os direitos. “A lógica
atual não favorece o SUAS (Sistema Único
de Assistência Social) porque, se a política
nacional de assistência se restringe a programas
de transferência de renda, certamente, não
está acontecendo assistência social”.
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Rodrigo
defendeu que os debates das conferências
precisam resultar no fortalecimento da universalização
dos direitos na sociedade. E que, para atingir
tal objetivo, os conselheiros e usuários
não podem fazer das conferências
uma “irmandade”.
“Não
é porque somos estruturas do Estado que
devemos concordar com tudo, defender essa estrutura.
Se fizermos das conferências uma irmandade,
sem dúvida, estaremos falidos”.
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O doutor também ressaltou os espaços das
conferências, destacando-os como locais aglutinadores
das diferenças. “Aqui (conferência)
é a hora de definir as propostas, de concordar
ou descordar. O espaço das conferências aglutina
as diferenças. Tem que se levantar propostas relevantes,
que resultem numa luta social pautada na universalização
dos direitos”.
Para ele, a lógica de assistência social
no âmbito nacional não tem como expandir
e consolidar o que está previsto no PNAS/2004.
Então, segundo Rodrigo, é vital que as conclusões
da conferência municipal reflitam e explicitem essa
realidade, pautando as conferências estadual e nacional.