.

INSTITUCIONAL
Nossa História
Utilidade Pública
Associe-se já!
Fale conosco
Departamento Jurídico
Parcerias
Previ-Rio
Força Ativa
Moções e Diplomas
Artigos do Presidente
Links especiais

.

EDITORIAS
Primeira
Especial
Política
Economia
Cidade
Esporte
Internacional
Saúde
Cultura
Televisão
Astral
Livros
Fique Atento Servidor
Notícias Anteriores

As impotencialidades das famílias frente às intervenções do serviço social

* Por Simone da Silva do Nascimento

Este artigo é baseado em um trabalho de reflexão que fiz para um curso sobre famílias. Ele foi definido para refletir sobre como as famílias usuárias do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS Rubens Corrêa reagem diante de inúmeros problemas enfrentados por elas. Estas famílias são de classes pauperizadas, que vivem em situações de vulnerabilidade social e em sua maioria residem em comunidades de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O CRAS Rubens Corrêa é uma instituição que pertence a Secretaria Municipal de Assistência Social, que atua com famílias e indivíduos em seu contexto comunitário, visando à orientação e fortalecimento do convívio sócio-familiar, além de garantir a informação e a orientação às famílias sobre a rede de serviços sócioassistênciais existentes em sua área de abrangência: programas para as crianças, programas para jovens, centros de convivências dos idosos, programas para pessoas com deficiência, entre outros. O CRAS articula os serviços da Proteção Social Básica com as demais políticas públicas locais, buscando–se assim o atendimento integral necessário para a superação das situações identificadas.

Este tema foi escolhido, devido às indagações e observações feitas durante a minha atuação profissional no CRAS Rubens Corrêa. Observei que as famílias paralisavam diante dos múltiplos problemas existentes em suas vidas como desemprego, privações, baixa escolaridade, violência, vulnerabilidade social, risco social, abandono parental, etc. O tema despertou meu interesse nas observações feitas em reuniões com famílias. Os objetivos destas reuniões são a troca de experiência e informações, além de levar à reflexão sobre os temas levantados e de interesse dos participantes.

Ao término do grupo, a Assistente Social faz o atendimento social e divulga os cursos e projetos oferecidos na rede sócioassistencial e no CRAS. Enquanto Assistente Social do CRAS Rubens Corrêa, percebia em minha atuação profissional, que as famílias ficavam paralisadas. Perguntava-me por que não respondiam às informações propostas, que para o senso comum este comportamento geralmente é identificado como acomodação.

Acreditava que fosse mais do que isto. Talvez falta de perspectiva, uma conformação com a situação apresentada, uma incredulidade em mudar o curso da história. É uma situação ambígua para estas famílias, são ao mesmo tempo absorvidas e rejeitadas pela sociedade. Por um lado elas aspiram uma vida melhor, o modelo de cultura da sociedade de massa, por outro estão situadas nos limites inferiores das classes de renda, as privações econômicas dificultam a realização de suas aspirações de vida. O que contribui para a baixa autoestima e a angústia frente à possibilidade do fracasso.

Cada família constrói suas representações sociais, de acordo com o que ouve de si, do discurso externo internalizado, mas devolve um discurso sobre si mesma que inclui também sua elaboração, objetivando sua experiência vivida. A família para nossos usuários se refere à identidade de ser social e que estrutura sua explicação do mundo. Estas famílias têm potencialidades que estão camufladas pela falta de perspectiva de vida e baixa autoestima.

O profissional de Serviço Social precisa facilitar o empoderamento destas famílias. Mas primeiro é necessário conhecer a história pessoal, a história do grupo a que pertence, compreender a significação de família, a partir das representações sociais dos sujeitos. Devemos também ter um olhar para seu movimento, reconhecendo sua heterogeneidade. É importante também conhecer os recursos e as potencialidades da família para trabalharmos explorando os mesmos. Nós trabalhamos com a família real e com o que é possível, e não com o ideal construído socialmente a respeito de família.
A resiliência é um recurso importante em uma família, que deve ser desenvolvida.

A capacidade de passar por uma crise e de superá-la. A família precisa acreditar que possui recursos e potencialidades. Refletir com elas estes fatores é essencial. Empoderar a família é uma maneira de obter respostas e promover a família. O Modelo de Competência é um novo paradigma de trabalho com família. Centrar nosso olhar no desenvolvimento de competência se converte na possibilidade de descoberta da resiliência. Incentivar e trabalhar com as possibilidades, forças, habilidades, soluções e criatividade é uma técnica eficaz de trabalho com famílias. Isto é fazer com que as famílias sejam protagonistas de sua própria história.


* Simone da Silva do Nascimento – Assistente Social do Centro de Referência de Assistência Social Rubens Corrêa.

Copyright© 2002/2008 ASFUNRIO
Visualização Mínima 800x600 melhor visualizado em 1024 x 768
Web Designer: Leonardo Lopes