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Associados
da Asfunrio ganham R$ 8 mil em ações contra
banco
Departamento Jurídico da Asfunrio defende novos associados
que sofreram abusos bancários. A reclamação
é a mesma. Correntistas de bancos pagadores de salários
– após serem seduzidos pelas facilidades de
empréstimos – entram num ciclo vicioso de juros.
Alguns chegam a ficar com o salário quase todo retido
para quitar financiamento. De acordo com os advogados da
Asfunrio, o principal problema é a hora do débito
automático para quitar parcelamentos. É nesse
momento que acontecem os abusos.
“Cabe ao banco avaliar o limite de endividamento do
correntista, antes de concederem empréstimos acima
de suas possibilidades. Considerando o princípio
da dignidade humana, até porque o salário
traduz verba alimentar, o desconto só pode ser efetivado
em até 30% dos créditos da conta corrente”,
explica um dos advogados da Asfunrio, dr. Carlos Frederico.
Uma das associadas que conseguiu vitória é
D.T, que tem proventos em torno de R$ 950, e vinha sendo
descontada em quase R$ 780 por mês. “Sobrava
menos de R$ 200 para eu sobreviver. Reclamei no banco, mas
não teve jeito. Tive mesmo de recorrer a Justiça”,
recorda a associada. A Justiça condenou o banco –
a título de danos morais – ao pagamento de
R$ 4 mil, para compensar a lesão extra patrimonial
da associada. O banco também foi obrigada a limitar
os descontos da conta salário em até 30%.
O associado H.S também foi vítima dos abusos
bancários, e também recebeu R$ 4 mil de indenização
da Justiça. “Na ausência de uma limitação
ao desconto, o Judiciário pode intervir na relação
contratual, de modo a restabelecer o equilíbrio entre
as partes. E o sistema jurídico brasileiro busca
a preservação do salário da pessoa,
empregado ou servidor público, para o seu sustento
e de sua família”, finaliza dr. Carlos Frederico.
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