Medicamento
por procuração
Programa Farmácia Popular passa a aceitar que os
representantes dos idosos com problemas de locomoção
apresentem o documento com firma reconhecida. Objetivo
é garantir acesso aos remédios com descontos
até 90%
POR
LUCIENE BRAGA
Rio
- Idosos poderão fazer procuração
para que o nomeado compre remédios nas Farmácias
Populares. A medida entrou em vigor ontem, com publicação
no Diário Oficial da União. O objetivo é
tornar o programa que dá descontos de até
90% na compra de medicamentos adequado ao Estatuto do
Idoso, que assegura o acesso aos remédios à
população acima dos 60 anos de idade. O
documento também institui regras para a publicidade
das farmácias conveniadas às normas do Ministério
da Saúde.
Aposentada, Rosa Azevedo, 68 anos, achou a medida vantajosa.
Foto André Mourão/Agência O DiaDiretor
do Departamento de Assistência Farmacêutica
do Ministério da Saúde, José Miguel
do Nascimento Júnior afirmou que a medida é
uma grande vantagem para o idoso. “A publicação
no Diário Oficial é uma demonstração
de sensibilidade. A gente percebeu que tinha deixado isso
de fora e, na interlocução com as empresas,
vimos a necessidade”, explicou. Segundo ele, bastará
uma procuração simples, com o reconhecimento
da assinatura.
Pelo
sistema do Farmácia Popular, qualquer um pode comprar
os remédios com descontos, desde que leve a receita
e compareça pessoalmente. Agora, a procuração
será aplicada para beneficiar àqueles que
estão incapazes de se deslocar para retirar o remédio.
A
aposentada Rosa Azevedo, 68 anos, conta que já
teve um grave problema de saúde que a deixou debilitada.
“A medida é ótima. Ainda mais porque
será possível comprar remédios a
baixo custo”, diz.
Esse
benefício já é uma realidade para
crianças, que têm os medicamentos comprados
pelos responsáveis. Nascimento Júnior afirma
que o próximo passo será a ampliação
da lista de medicamentos com direito aos descontos. “O
Ministério da Saúde tem interesse. Essa
possibilidade está ainda em fase de estudos de
impacto financeiro. A não aprovação
da CSS (imposto para destinar recursos à Saúde)
foi um problema desse e outros programas da pasta”,
lamentou o diretor do departamento.
Projeto
dos fracionados avança
Outra
vantagem na aquisição de remédios
avançou na Câmara. A Comissão de Seguridade
Social e Família aprovou o Projeto de Lei 7.029/06,
que obriga a indústria farmacêutica a vender
medicamentos em embalagens que permitam a venda fracionada
aos consumidores.
Laboratórios
terão até 12 meses para adaptação
à lei, a partir da publicação. E
terão que cumprir a determinação,
sob pena de ter o registro na Agência Nacional de
Vigilância Sanitária cancelado. O cliente
poderá comprar somente a quantidade necessária,
evitando sobras de remédios e desperdício
de dinheiro.
A
proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda
passará pela Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara.
Fonte:
www.odia.com.br