Fundador do WikiLeaks terá encontro com
polícia, diz advogado
Mandado de prisão da Suécia foi recebido
no Reino Unido; autoridades australianas prometeram assistência
consular a Julian Assange
Stephens
contou também que está negociando horário
e local para que Assange, de origem australiana, encontre-se
com a Scotland Yard. "Estamos tomando providências
para nos reunirmos com a polícia voluntariamente
a fim de facilitar o interrogatório de que precisam",
afirmou, sem divulgar a data do encontro.
Para
enviar Assange para a Suécia, a Scotland Yard teria
também de buscar um mandado de prisão na
corte de Westminster and City, que lida com extradições
no Reino Unido.
Em
um dos processos, o australiano de 39 anos é acusado
de estupro e assédio sexual. Em outro caso, há
acusações de assédio sexual e coerção.
O fundador do Wikileaks nega as acusações,
que seu advogado de defesa chama de “perseguição”
a seu cliente.
A
Austrália, terra natal de Assange, disse que daria
assistência consular caso ele fosse preso no exterior.
O procurador-geral da Austrália, Robert McClelland,
no entanto, condenou o vazamento de documentos diplomáticos,
alegando que ameaçam a segurança. Ele defende
também que a Austrália ajude na investigação
criminal sobre as atividades de Assange.
Conta
bancária
Também
nesta segunda-feira, o banco suíço PostFinance
anunciou o fechamento da conta aberta por Julian Assange.
Segundo o WikiLeaks, o banco congelou seu "fundo
de defesa" e bens pessoais avaliados em 31 mil euros
(R$ 69.386).
O PostFinance (braço financeiro dos Correios da
Suíça) afirmou ter encontrado dados errados
no cadastro do criador do WikiLeaks. "Assange tinha
dado informações falsas sobre seu domicílio",
afirmou a instituição. Segundo o Post Finance,
não há como comprovar que Assange mora em
Genebra, na Suíça, conforme indicado na
ficha cadastral. Por isso, ele fica impedido de ter conta
no banco.
No
sábado, a empresa americana PayPal, que oferece
um serviço de pagamento pela internet, também
anunciou o fim da conta do WikiLeaks, pela qual o site
recebia doações de usuários. O WikiLeaks
acusou a empresa de ceder à pressão do governo
dos Estados Unidos.
Em
comunicado, o PayPal afirmou que a medida foi tomada porque
o WikiLeaks violou a "política" do site.
Um dos requisitos exigidos é que o PayPal "não
seja utilizado para atividades que encorajem, promovam,
facilitem ou instruam pessoas a realizarem atividades
ilegais".
Domínio
Na sexta-feira, o WikiLeaks foi obrigado a mudar de endereço
após seu domínio original (wikileaks.org)
ser retirado do ar pelo provedor americano EveryDNS. Segundo
a EveryDNS, ataques de hackers ao WikiLeaks estavam ameaçando
toda a sua rede.
O
site passou a funcionar no endereço wikileaks.ch,
com base na Suíça. Um rastreamento mostrou
que o WikiLeaks também está hospedado em
um servidor francês, o OVH, baseado em Roubaix.
Mas o Ministério de Economia Digital da França,
Eric Besson, iniciou o procedimento para que site deixe
de ser hospedado no servidor francês por considerá-lo
"criminoso". Besson escreveu ao Conselho Geral
da Indústria, Energia e Tecnologias (CGIET) para
que acabe com a presença no OVH.
Na
quarta-feira, o WikiLeaks anunciou que a Amazon.com o
expulsou de seus servidores, forçando o site a
voltar para um provedor sueco.
*Com
AP e AFP
Fonte:
www.ig.com.br