A
cultura de volta à Maré
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A
cultura enobrece o homem, retira a venda da cegueira
da ignorância e impulsiona o desenvolvimento,
capacitando o indivíduo a atuar em prol
da comunidade e na construção de
uma sociedade de paz.
E,
além de tudo, é direito do povo.
E este direito voltou a reinar na Maré,
com a reinauguração da Lona Cultura,
ocorrida no dia 24 de julho, graças aos
esforços da Secretaria municipal de Cultura.
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O
subsecretário Mario Del Rey participou
da reabertura da Lona. A Lona Cultural da Maré
estava interditada há mais de um ano e
passou por uma reforma que durou quase seis meses.
A
Asfunrio, como propulsora da educação,
da cultura e da interrelação humana,
participou do evento que devolveu a Lona aos moradores
da Maré.
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Mario
Del Rey
(Subsecretário de Cultura do RJ - SMC) |
Segundo o subsecretário, as lonas recebem, mensalmente,
um investimento de R$ 22.500 da secretaria para a promoção
da cultura nas comunidades. E a Prefeitura do Rio ainda
cobre as despesas de manutenção, limpeza,
oficinas e gastos de água e luz. Del Rey destacou
que todas as lonas estavam com um sério problema
de infraestrutura. Com os investimentos da secretaria,
as lonas vêm passando por intervenções,
com o intuito de oferecer à população
uma nova estrutura. “Para nós, da Secretaria
Municipal de Cultura, é uma satisfação
muito grande poder conceder a reabertura desse equipamento
à Maré. Aqui, esse é o único
equipamento urbano da secretaria. É com a maior
alegria que hoje reabrimos esta lona e a entregamos para
a comunidade da Maré”, comemorou o subsecretário.
Através
de licitação, a Redes de Desenvolvimento
da Maré foi a instituição que ganhou
o edital para administrar a Lona Cultural da Maré.
Mario avaliou positivamente essa conquista para toda a
população, elogiando principalmente o caráter
de Eliana Sousa, diretora da Redes de Desenvolvimento
da Maré. “Eliana é uma pessoa extremamente
respeitada, competente, e que desenvolve um trabalho à
altura do que a Maré e o povo dessa região
merecem. Esse foi um casamento perfeito. Lona nova, entidade
nova para administrar (Redes de Desenvolvimento da Maré)
e um ambiente mais agradável. Esse espaço
é para a geração de oficinas culturais,
onde se possa apresentar os grupos culturais daqui, onde
se possa também trazer grupos de fora, fazer intercâmbio
com a cidade, para enriquecer o movimento cultural. Por
isso, estamos muito felizes. Parabéns para a Maré,
para a Redes e ao povo da Maré”.
As 10 lonas culturais, de acordo com o subsecretário,
vão compor uma rede de cultura e poderão
trocar a produção cultural entre elas. “Antigamente,
as lonas trabalhavam isoladamente. Hoje elas vão
dialogar, trabalhar em conjunto, podem trocar os artistas,
caso tenham interesse. Mas tudo isso acontecerá,
de acordo com a instituição que administra
as lonas”, explicou Mario Del Rey. A divisão
do saldo positivo referente à bilheteria das lonas
será de 80% para o artista e 20% para fomentar
as atividades locais.
Questionado sobre como ele analisa a existência
de uma possível “Faixa de Gaza” na
região, entre as comunidades Baixa do Sapateiro
e a Nova Holanda, e que essa situação poderia
impedir o acesso dos moradores à Lona, o subsecretário
ressaltou que a Lona está ali para assegurar a
tranquilidade e não para fazer confronto. “Quando
nós começamos a fazer as obras de reforma,
muita gente falou que esse lugar é um lugar perigoso,
e que não poderia funcionar uma lona aqui. Pelo
contrario, se é um lugar perigoso, então
tem que ter a presença do poder público.
A gente tem que fazer com que a população
participe e tome conta desse equipamento, para que outras
coisas ruins não ocorram”.
E continuou: “Queremos que essa Lona continue aqui,
com a participação das crianças,
dos jovens, e, com isso, transformar esse espaço
em um lugar seguro. Queremos que a população
venha para rua, e tenho a certeza de que a Lona pode promover
tranquilidade e paz. Não estamos aqui para fazer
confronto. Estamos aqui para trazer tranquilidade para
a população e aproveito para chamar a população
a ocupar esse lindo espaço”.
De
acordo com a diretora da Redes de Desenvolvimento
da Maré, Eliana Sousa, a proposta é
que a Lona Cultural funcione em tempo integral.
Além
do mais, a programação da Lona poderá
contar com o apoio das entidades do Complexo da
Maré, das Associações de
Moradores da região, dos usuários
e dos próprios moradores.
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Reinaldo e Eliana Sousa (Presidente da Redes de
Desenvolvimento da Maré) |
“A
ideia é construir um projeto de artes, abrindo
espaço para os músicos da Maré e
para todos os que produzem algum tipo de arte. E que este
lugar, de fato, se transforme em um equipamento de cultura
para o povo e feito pelo povo. Queremos que haja aqui
shows, debates e programas de várias vertentes
culturais”, sugeriu Eliana Sousa.
Eliana aproveitou a ocasião para agradecer o empenho
da Secretaria Municipal de Cultura. “A secretaria
foi responsável por tudo isso. Nós, da Maré,
estamos muito agradecidos pelo o empenho dos gestores
nesta festa (do dia da inauguração). Agradecemos,
em nome dos usuários desse equipamento, pelo brilhante
trabalho que agora está reservado para todos”,
disse a diretora da Redes de Desenvolvimento da Maré.
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Reinaldo
e Ana Muniz (Programa criança Petrobras na
Maré) |
Reinaldo
e Jailsom (Observatório de Favelas da Maré) |