SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS SMDS/6ª CDS / CRAS RUBENS CORRÊA 
DEBATE
JUVENTUDE E DIREITOS HUMANOS E SOCÍOASSISTENCIAS

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de 15 a 17 anos, serviço ofertado pelo CRAS Rubens Corrêa, que atende os Bairros de Irajá, Vila Kosmos, Vila da Penha, Vista Alegre, Vicente de Carvalho e Colégio, realizou no dia 02/09/2015, das 13: h às 17: h na Faculdade Unigranrio em Irajá, com a colaboração da Equipe Técnica: Rosa Pereira, Ana Paula Nascimento, Rosimar Pequeno, Marília Santos, Bianca Silva, Ana Paula Xavier, Amanda Batista, Flavia Regina, Nilda Martins, e Jessica Trigo, grande debate com o Tema: Serviços Sociosassistenciais, A Maioridade Penal e Direitos Humanos.

Para abrilhantar o debate foram Convidados o Assistente Social Rogério Nascimento, que discorreu sobre a temática: Os Serviços Sociosassistenciais integrado a iniciativa pública e Andre Barros, Advogado que expôs os pros e contra sobre o projeto em tramitação sobre a Maioridade Penal e o Artigo 5º da Constituição Federal e os Direitos Humanos.

Explicando a dinâmica do evento Rosa Pereira, disse que o principal objetivo do encontro, foi incentivar o protagonismo dos jovens, sendo eles mesmos, os atores e apresentadores do evento. Segundo ela: cabia aos jovens o controle do tempo de cada orador, além da elaboração das perguntas para serem respondidas pelos palestrantes.  “O objetivo foi favorecer o protagonismo juvenil a partir da elaboração e mediação das perguntas, oportunizar os participantes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de 15 a 17 anos se apropriarem da temática e alcançarem um nível de entendimento satisfatório longe do senso comum e das falas equivocadas e tendenciosas. Acabar com a reprodução do discurso majoritário e preconceituoso amplamente propagado pelos principais veículos midiáticos”.

Segundo Rogério Nascimento, falar dos Serviços Sociosassistencias, nos temos que nos reportar as conquistas da sociedade com o fenômeno da primeira, segunda, terceira geração, contudo a doutrinadores que existem direitos da quarta e quinta geração. “A primeira geração dos direitos seria a dos direitos civis e políticos; a segunda geração, por sua vez, seria a dos direitos econômicos, sociais e culturais, baseados na igualdade; e da terceira geração, dos direitos de solidariedade, em especial o direito ao desenvolvimento, à paz e ao meio ambiente. Hoje com a universalização do ensino fundamental e médio, temos oportunidade de estudar, mas ainda a forte descriminação as camadas pobres da sociedade, especificamente o negro em nossa sociedade”, salientou.

O advogado Andre Barros, se posicionou contra a maioridade penal, com argumento que as nossas prisões estariam lotadas e não resolveria o problema da violência, já que os presídios são verdadeiras fabricas de formação de marginais. “Reforçar a discriminação aos jovens como querem as elites, só piora a situação da juventude que estão à margem do direito. Embora a Constituição prevê a garanta do contraditório e a ampla defesa. Isso só acontece para os ricos que podem pagar bons advogados, ao contrario da grande maioria da população que é exterminada e encarcerada sem o direito a defesa, como preceitua a constituição. Sou contra a maioridade penal, pois entendo que ela tem como objetivo fim, a perpetuação das desigualdades e não resolve a situação da violência”, concluiu.

Em seguida a explanação que estava reservada 20 minutos de falas para cada orador. O protocolo foi rompido com a explanação de Reinaldo Cunha, convidado para filmar e documentar o evento, que teceu comentários sobre os 450 anos de fundação da Cidade do Rio de Janeiro.   Segundo Reinaldo, as elites do Brasil excluem o protagonísmo dos Indígenas e dos Negros que construíram essa cidade.  Para ele, a sensação que passa é que a historiografia, a literatura oficial desconhecem a importância dos povos originários na construção da nossa cidade. “Nesse momento em que se comemora os 450 anos de fundação do Rio e a realização dos Jogos Olímpicos em 2016, a prefeitura do Rio não tem no seu calendário de festejos, homenagens ao verdadeiro povo carioca. Esquecem que muito dos conhecimentos que herdamos na matemática, astronomia, alimentos, benefícios das plantas, animais, e conhecimento do nosso eco sistema vieram com os saberes dos índios e negros”, concluiu.

Depois do debate, houve consagração dos presentes, com direito a abraço, beijos, fotografias e ao lanche para a alegria de todos.  

 

Texto: Reinaldo de Jesus Cunha
Jornalista: 0036785/RJ

 

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