SEMINÁRIO INTOLERÂNCIA RELIGIOSA EM DEBATE
Balanço do Evento - Reinaldo de Jesus Cunha

O Seminário realizado no (IFCS), Universidade Federal de Ciências Sociais no Dia 09/10/15, das 8h30 às 19h, Salão Nobre do IFCS, reunião dezenas de pessoas do povo, intelectuais, estudantes acadêmicos, representantes de ONGs e Igrejas, para Debaterem em Seminário: a Intolerância Religiosa Em Debate, com direito a Coffee Break e Certificado, para quem cumpriu a carga horária. A programação bem extensa contou com a presença de personalidades, dividida em painéis, com direito a exposição de (20) vinte minutos, e réplica as perguntas formuladas após exposição. A Abertura do Evento ficou sobre a responsabilidade dos expositores: Ivanir dos Santos (Babalawo), Andrea Sepúlveda, Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos, (Governo do Estado do Rio de Janeiro), e Coordenação do Professor Chevitarese. A Coordenado do Evento ficou sobre a responsabilidade do Professor Dr. André Chevitarese, Babalawo Ivanir Santos, Astrogildo Esteves e apoio do Laboratório de Historia das Experiências Religiosas (LHER) em articulação com a (UFRJ), o Programa de Pós Graduação em Historia Comparada (PPGHC), o CEAP Centro de Articulação de Populações Marginalizadas e a Comissão de Combate a Intolerância Religiosa (CCIR.

A primeira Mesa (1)- Intolerância Religiosa e Democracia Coordenador: Luiz Carlos Semog, Secretario Executivo do (CEAP), Palestrantes: Carlos Santana (PPGHC) e Ana Paula Miranda; segunda Mesa (2)- Estado Laico e Plano de Combate a Intolerância Religiosa, Coordenador: Daniel Justi (PPGArq/LHER) e os palestrantes: Rodrigo Pereira (PPGArq/LHER) e Luiz Fernando Martins da Silva, advogado (UFRJ);terceira Mesa 3- Ensino Religioso nas Escolas Publicas, Coordenador: Marilena Mattos (MUDA) e palestrantes:André Barroso (LHER) e Stela Guedes Caputo, Educadora (UERJ); quarta e ultima Mesa (4)- Liberdade Religiosa e Liberdade de Expressão, Coordenador: José Henrique Motta Oliveira (PPGHC/LHER), palestrantes: Togo Ioruba (PPGHC) e Márcio de Jagum (Afro ANMA); permitiu com suas exposições, um diagnostico, uma radiografia da realidade fática, dos que professam a fé religiosa, e/ou são impedidos expressa-las, pelo racismo e a intolerância religiosa.

RESUMO

O Seminário foi muito bem articulado e organizado pelos atores envolvidos, que permitiram discutir a luz do direito, problemas de grande monta, relativas ao “racismo e as discriminações religiosas” que sofrem as “comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas” há cinco séculos, com a presença do colonizador português. Tanto os Indígenas originários como os negros trazidos da África, foram obrigados pela força, assimilar a língua estrangeira, em verdadeiro genocídio cultural. Para impor sua vontade, estabeleceu-se no primeiro momento a catequese, escravidão, depois o extermínio e assassinato cultural. “Tudo em nome de Deus, a figura de Maria e Jesus Cristo, que ontem foi sacrificado e colocado na Cruz pelos Romanos”, e hoje, assimilado, adorado, e adotado como “verdade oficial”. A CRFB/1988 positivou a Laicidade, o direito de culto, crença, sem discriminação de qualquer natureza. Mesmo assim, apesar do avanço, da constituição cidadã, o povo negro e indígena, sofrem por assumirem sua adoração ao “Candomblé e a Umbanda”, em campanha de difamação pelos os meios eletrônicos, (TVs e Rádios), em contraposição aos princípios da “equidade, laicidade, igualdade e liberdade religiosa”.

O Seminário em sintese foi bastante positivo, pois prmitiu um olhar critico a questão da Intolerancia Religiosa, tão sutil e imperceptivel de ser observado. O dilema aina continua: "como acabar com a intolerância, respeitando as diferenças religiosas, sem preconceito e racismo? Para a Professora Stela Guedes Caputo, o Ensino Religioso deveria acabar, já que seu proposito é discriminar as culturas de matrizes africanas, quilombolas e outras religiões. “O governo deveria fazer concurso publico para as áreas de sociologia, filosofia, historia, e outras ciências, acabando com o ER (Ensino Religioso), opcional que atentam contra os negros e índios” sintetizou. Em contraponto a essas ideias, os Professores Daniel Justo e Andre Chevitarese, defendeu a grade de ensino religioso e uma maior capacitação de professores que ministram aulas de ensino religioso. Segundo o professor Andre Chevitarese, “Não podemos ser radical, vejo que outros professores de química, física, biologia teriam dificuldades em minsitrar aulas de ensino religioso. Entendo que deveríamos capacitar e não acabar com Ensino Religioso”, concluiu. O professor Daniel Justo, em contraposição a professora Stela Caputo, afirmou que na verdade formação teorica aos profissionais Ensino Religioso, para atender as demandas dos alunos, por isso a dos professora à academia. “A professora nos mostra que o ensino religioso tem uma finalidade politica, por isso seu mal uso. Defendo uma capacitação e a mudança da grade curricular, e não o fim do ensino religioso”, finalizou.

Enfim, o Seminário foi bastante positivo e acredito que iniciativas como estas, podem fazer a diferença econtribuir para o combate o racismo e a intolerância religiosa tão presentes nos dias atuais.

Texto: Reinaldo de Jesus Cunha
Jornalista: 0036785/RJ
Aluno Pós - Graduação Docencia de Ensino Superior e Comunicação Empresarial da AVM
Trabalho de Conclusão de Curso Ciências Sociais e Religião / FEUDUC

 

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