MBE-COPPE/UFRJ 16/03/2016

 JORNALISTA ANDRÉ TRIGUEIRO

O Jornalista e professor da COPPE/UFRJ, André Trigueiro abriu com brilhantismo a aula inaugural do curso de Pós Graduação em MBE Direito Ambiental, para os novos alunos da 37ª Turma. O evento foi realizado na Rua da Candelária n. 09 na sala 903, no dia 16/03/16, das 18: h, às 21: h, com a presença de mais de 70 pessoas entre novos alunos, professores e convidados no Centro da Cidade Rio. O curso MBE/COPPE/UFRJ é uma Pós-Graduação Executiva que estuda os problemas ambientais de forma abrangente, com enfoque nas atividades empresariais. É um curso "Lato-Sensu" multidisciplinar, com 360 horas, com aulas segundas e quartas, das 18:h às 22:h,   com início no dia 16/02/16 e previsão de término em março de 2017. O objetivo do curso MBE/COPPE/UFRJ é   capacitar os participantes a desempenhar diferentes atividades, tais como: planejar política ambiental, lidar com órgãos fiscalizadores, gerenciar empresas especializadas no setor ambiental, preparar empresas para auditoria e certificação ISO 14000 para obter licenciamento ambiental. Os alunos além de conhecer a legislação e a doutrina do Direito Ambiental, adquirem conhecimento para atuar nas áreas de consultoria, gestões jurídicas, e multiplicadores sempre com foco nas empresas e na administração publica.

Após pequena apresentação de um vídeo institucional, sintetizando o que é a COPPE/URFR,  o  professor Mauro kahn, agradeceu a presença de todos e aproveitou a oportunidade para parabenizar a presença de todos, agradeceu a produção do evento, além de  breve exposição de motivos do por que o Convite ao Ex. Aluno, hoje professor,  André Trigueiro. Segundo Mauro, é uma honra para todos da  COPPE/UFRJ, trazer um jornalista de primeiro time, ex. aluno e professor da disciplina “Geopolítica Ambiental”; autor dos livros ‘Mundo Sustentável 2 – Novos Rumos para um Planeta em Crise’ e ‘Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação”. Com a palavra, André Trigueiro sintetizou sua fala, dizendo que a função da Aula inaugural, o compromisso do convite,  é trazer alguém que possa resumir o espírito do curso, em um mundo onde em descontrole e crimes ambientais.

 “Vivemos no mundo uma crise ambiental sem precedente para humanidade. E essa crise tem outros aspectos inseridos em nossos hábitos, comportamentos, modo de vida e padrões de consumo.  Resumindo: essa crise tem a nossa digital, nosso DNA. Nesse momento é minha função trazer algumas reflexões, a cerca do que é o curso MBE-COPPE/UFRJ. Em momento oportuno outros doutores  trarão o conhecimento cientifico, com base na nossa legislação ambiental, planejamento, além do posicionamento melhor para vocês alunos, para o mercado de trabalho. O Brasil é um país riquíssimo e estudar a questão ambiental, se envolver com sustentabilidade, significa que estamos  nos posicionando para uma maior assertividade. Apesar de jogarmos cerca de cinco mil piscinas de esgoto in natura nos rios e a falta de saneamento básico. O Brasil concentra o maior volume de água doce superficial do mundo. A água é o insumo fundamental para vida, agricultura, economia, para a produção de energia.

Você andando daqui para São Paulo, você vai ver terras  com arame farpado sem nenhuma função produtiva pertencente a alguém. A progressão do crescimento populacional e a necessidade da produção de alimentos em terras prontas, envolve a redução de custos, para alavancar a logística. A EMBRAPA merece o nosso reconhecimento. O Brasil é o maior país de seres vivos reunidos em um determinado perímetro na nossa fronteira, conhecidos e catalogados. Vinte e cinco por cento dos seres vivos conhecidos no planeta estão aqui no Brasil, embora agente não saiba para que serve. O curso de Pós-Graduação tem a função de formar uma consciência critica do saber, para que se possa influenciar o poder publico para uma aposta, um investimento diferente, para que tenha uma postura menos vexatória. O Candomblé e a Umbanda precisa da natureza para suportar as suas tradições religiosas.

O modelo de desenvolvimento vigente e prevalente no planeta gera em um só tempo: destruição e devastação ambiental, exclusão, miséria e pobreza. A mesma engrenagem no mundo que são prevalentes na geração de emprego e renda, na geração de riqueza, são aquelas que em um só tempo destrói o meio ambiente e agrava os horizontes das perspectivas de uma vida social digna. O ano de 2015 foi um ano melhor para o trato da coisa publica, e de uma cultura eticamente responsável, no trato dos assuntos ambientais e novas idéias. Não sou católico, mas temos que fazer reverência ao Papa Francisco, que ao escrever “LAUDATO  SI”, pontuo ensinamentos ecológicos da nossa história, que vale estudar, e ai destaco três acontecimentos  importantes:O primeiro foi a Encíclica (circular) do Líder máximo da igreja católica, que teve a coragem de escolher para seu nome jurídico, o nome de Francisco.  O Papa Francisco não fala só para um milhão de católicos todos os dias.  Vejam: ele aproximou Cuba dos USA depois de décadas de rompimento político. O segundo foi os dezessete (17) Objetivos do Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) até 2030, e sugiro também que vocês estudem as oito (8) metas do milênio, e veja o desdobramento na educação, saúde, meio ambiente, erradicação do analfabetismo infantil, pobreza, falta desaneamento básico, a defesa das águas doces e salgadas, dentre outros. 

terceiro e ultimo que desejo falar para vocês, é sobre  o acordo de Paris sobre as condições do clima, que tem o status de um acordo Global para os que assinaram. Esse acordo sacramenta o destino dos combustíveis fosseis, e ratifica um acordo voluntario dos países signatários. A meta é estabelecer limites do gás estufa, que garanta uma temperatura para o planeta na casa de até no Máximo 2%, quando o ideal seria 1,5% por cento. O Brasil é o lugar do petróleo e a COPPE tem ajudado no desenvolvimento do estado e do país.  A China esta com um determinismo muito sério, que é sair da dependência do carvão mineral e sabe porquê?  Eles não conseguem respirar. A capacidade de energia eólica no Brasil é muito grande e o pior lugar para se instalar essa energia, ainda é melhor que na Alemanha. Os Alemães estão surfando na onda do vento é uma tecnologia caríssima, mas eles dispõem de uma tecnologia e estuda uma forma de capitalizar essa energia. A presidente Dilma tentou explicar como estocar vento risos...  Não existe nada mais moderno do que estocar vento, e o mesmo digo com a energia solar.  Você poder pega o seu carro elétrico, e utilizá-la para iluminar a sua casa a noite.  E essa energia ainda é cara.

O Brasil saiu da capacidade de produzir energia eólica nos últimos cinco (5) anos, de praticamente zero, para a produção de quase uma Itaipu. Começou com subsidio e hoje faz leilão, e não tem deságio. É um negocio que se movimenta por si, sem atender à interesses.  E para isso, você precisa de um designer, um acabamento de uma hélice. Esses reservatórios estão no nordeste, especificamente no Ceara e no Rio Grande de Norte. E isso modifica a logística de distribuição de energia, da remuneração do capital. O Brasil tem uma dimensão gigantesca para usar a energia eólica, correndo contra o tempo, em contraponto ao combustível fóssil. Fazendo uma entrevista com a Ex. Ministra Dilma Rousseff, ela me disse: “eu não tenho preconceito com energia intermitente,  de energia limpa”,  eu nunca esqueço isso. Esse curso tem uma perspectiva de estudar o meio ambiente o médio de longo prazo, conciliado uma visão estratégica para o setor publico e privado. O nosso desafio é pensar grande e o nosso drama é que estamos no Rio de Janeiro. Se o petróleo virar pó, nos estamos em crise, pois, somos viciados em óleo e não é fácil se livrar desse vicio. O aluno da COPPE esta aqui para fazer diferente, ou então rasga e bota para reciclar esse diploma, esse papel. Se vocês vierem para COPPE/UFRJ, então cobre do doutores uma capacidade de ver as coisas de forma diferenciada, pois, o mundo esta mudando rápido. Finalizando: não podemos deixar o planeta pior de que nos encontramos. Contudo, espero ter contribuído para um futuro bem melhor a vocês, deixando as minhas impressões, e que esse momento sirva para um maior engajamento pro futuro das novas gerações, obrigado”.

Texto: Reinaldo de Jesus Cunha
Jornalista: 0036785/RJ

Caso não consiga visualizar o vídeo, clique no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=XE-Vz_6nX58

 

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