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Lula sugere a jovens voluntários do Pan que estudem, trabalhem e entrem na política


Brasília - Ao participar da formatura de voluntários que vão trabalhar nos Jogos Pan-Americanos, nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo deve continuar a oferecer oportunidades para estes jovens após o fim da competição. E os aconselhou a estudar, trabalhar e entrar na vida pública “para mudar a história deste país”, caso não acreditem nos políticos atuais – inclusive nele próprio.

"Se a gente permitir que esses jovens voltem a perder a esperança, significa que somos irresponsáveis", disse, no Maracanã. "Se cada empresário brasileiro contratasse um jovem, apenas um jovem, a gente poderia ter seis milhões de empregos para esses jovens trabalharem. Ou o Estado oferece oportunidade de vocês estudarem, ou nós oferecemos a oportunidade de vocês trabalharem, ou no desespero o crime organizado venderá facilidades para vocês", completou, dirigindo-se aos voluntários.

São ao todo 10,5 mil jovens de 14 a 24 anos, de famílias pobres, capacitados para atuar como guias cívicos – metade se formou hoje e a outra metade está começando o treinamento, segundo o Ministério da Justiça, que coordena o curso através da Secretaria Nacional de Segurança Pública, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi).

O presidente disse que os equipamentos usados durante os Jogos Pan-Americanos ficarão para o estado do Rio de Janeiro, entre eles, 5 mil computadores (para programas de inclusão digital e segurança pública), 600 câmeras, mil viaturas policiais, 27 aeronaves e mais de 5 mil aparelhos de comunicação.

Ele pediu que os jovens não desanimem com os políticos. "Se vocês estiverem pensando que o Sérgio Cabral [governador do Rio de Janeiro] não presta, o Lula não presta, o deputado não presta, o vereador não presta, ainda sim, por favor, não desanimem, porque se nenhum de nós prestarmos, quem sabe o político ideal está dentro de vocês. Entrem na política e ajudem a mudar a história deste país".

Apesar de incentivar os jovens a reagir às mazelas da política, sem ficar esperando que os outros resolvam seus problemas, Lula voltou a apontar desequilíbrio da imprensa na hora de definir espaço para as notícias boas e ruins.

Segundo ele, é preciso acabar com a prática de mostrar e valorizar “o que não presta". "Quando eles [jornalistas] querem dizer que tem um deputado que não trabalha, não individualizam. Dizem que a Câmara dos Deputados não trabalha e o povo passa a entender que são os 513 deputados que não trabalham. Se tem um deputado corrupto, não especificam e induzem as pessoas a acreditar que é tudo a mesma coisa. Quando um jovem comete um deslize, uma coisa bárbara, aparece na imprensa durante 30 dias e muitas vezes o jovem faz coisas boas e não aparece nem no rodapé de um jornal, não é notícia".

Agência Brasil

Fonte: www.odia.com.br

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