Todos
os empreendimentos do PAR ficam em áreas dotadas
de infra-estrutura e serviços. Os condomínios
têm guarita de segurança, estacionamento
e área de lazer. As unidades habitacionais são
equipadas com sala, dois quartos, cozinha e banheiro.
Nos últimos condomínios entregues, duas
unidades foram destinadas a pessoas com necessidades especiais.
Estes imóveis são construídos em
andar térreo e as habitações são
adaptadas para cadeirantes.
A
manicure Marlene Margarida de Araújo, 48 anos,
viu a vida da família mudar quando foi sorteada
pelo Programa. “Minha casa tinha somente um cômodo.
Agora, minha filha tem um quarto só para ela. Meu
marido, eu e meu filho dividimos o outro. Não tínhamos
o conforto e a privacidade que temos hoje.” Marlene
acha importante essa parceria da Prefeitura com a Caixa
Econômica porque, segundo ela, “dar uma oportunidade
às pessoas de baixa renda de terem a casa própria
é oferecer algo a mais a elas”. No PAR, o
arrendatário também paga uma prestação
mensal com valores menores do que os cobrados pelo mercado
imobiliário de aluguel. As taxas vão de
R$ 270,00 a R$ 375,00, incluindo as do condomínio.
A partir de agora, o morador também poderá
quitar a dívida do PAR e adquirir a casa própria
utilizando o FGTS ou outros recursos, antes de completar
15 anos de uso. “Só de saber que eu vou me
livrar do aluguel, já fico feliz”, disse
Marlene de Araújo.
No
Centro da cidade, onde a Secretaria Municipal do Habitat
tem o Programa Morando no Centro, foram construídos
empreendimentos nos bairros da Lapa, Saúde, Centro
e Morro da Conceição. Há um ano e
meio Maria Augusta de Santana, 40 anos, realizou o antigo
sonho de ter a casa própria. Ela trabalha cuidando
de idosos em casas de família e em uma unidade
de saúde. Para Maria Augusta, morar na Lapa facilitou
seu trabalho e o convívio com a família,
que também mora no Centro. “Sempre quis morar
aqui, porque fico perto da minha família e dos
locais onde trabalho”, afirmou.
Ter
uma casa no bairro era tão importante para a beneficiária
do PAR que ela chegou a rejeitar uma moradia em Campo
Grande. “Fui sorteada para Campo Grande e disse
que queria tentar morar no Centro. Não tive medo
de não conseguir minha casa própria. Hoje
estou realizada e muito feliz.”
O
PAR conta com o primeiro caso no Brasil de utilização
de um antigo casarão do século XIX, com
23 unidades. Situado na Rua Senador Pompeu 34, próximo
à Central do Brasil, e tombado pelo Patrimônio
Cultural do Município, o imóvel foi recuperado
e as características arquitetônicas mantidas.
O trabalho, considerado modelo, está sendo levado
como exemplo para outros centros históricos do
país.
Outro
destaque é o Empreendimento Tom Jobim, na Pavuna.
A Prefeitura subsidiou 80% do valor do terreno. Esta medida
permitiu que famílias com renda entre 3 e 4 salários,
principalmente servidores municipais, adquirissem o imóvel.
Foram construídas 888 unidades, todas equipadas
com sala, dois quartos, cozinha e banheiro. Em 2005, o
valor da moradia ficou em R$ 22,5 mil, a taxa de arrendamento
em torno de R$ 160 mensais, com desconto em folha e inadimplência
zero. O condomínio, que teve investimento de R$
19,7 milhões na construção, fica
próximo à Estação Rubens Paiva
do Metrô.
A
Prefeitura conta hoje com um banco de dados que é
referência na captação de inscrições
para a casa própria. Após a fase de inscrição,
os arrendatários são selecionados através
de sorteios, que têm como base a extração
da loteria federal. Os editais e os resultados são
publicados no Diário Oficial do Município
e os inscritos convocados através de carta.
Os
interessados nos futuros empreendimentos podem se inscrever
na Secretaria Municipal do Habitat, no Centro Administrativo
São Sebastião (Cass) – Rua Afonso
Cavalcanti 455, Bloco B, térreo, de segunda a sexta-feira,
das 9h às 16h, ou na Praça Pio X, 119 /
3º andar – Candelária, das 9h às
17h. Outra opção é fazer o cadastro
pela internet, no site da Prefeitura www.rio.rj.gov.br/habitat,
preenchendo o “formulário habitacional”.
Para
profissionais da área de segurança –
policiais civis e militares, bombeiros e guardas municipais
–, é admitido rendimento mensal familiar
de até R$ 2.800,00.
Texto:
Assessoria de Comunicação SMH e Vivian Bottino
(estagiária SECS)