Cabral
ganha 700 policiais para o Rio
Vinda
de militares é adiada, mas novos homens da Força
Nacional vão começar a chegar na próxima
semana
Rio - As Forças Armadas ainda devem demorar a chegar,
mas o governador Sérgio Cabral conseguiu garantir
ontem o envio imediato de 600 a 700 policiais para reforçar
a segurança no estado. A decisão foi anunciada
após reunião da cúpula da Segurança
do Rio com os ministros da Justiça, Tarso Genro,
e da Defesa, Waldir Pires, e os comandantes da Marinha,
do Exército e da Aeronáutica.
A
expectativa é que já na próxima semana
desembarquem mais 400 homens da Força Nacional
de Segurança (FNS) e, em seguida, de 200 a 300
da Polícia Rodoviária Federal. Até
o início dos Jogos Pan-Americanos, a previsão
é que o efetivo da FNS no Rio chegue a 6 mil homens.
Segundo Cabral, a vinda dos 400 primeiros será
antecipada em 30 dias.
O
aguardado anúncio da participação
das Forças Armadas no patrulhamento, no entanto,
foi adiado. Para que as Forças Armadas atuem, será
necessário que o governo do estado envie à
União documento com detalhes da operação.
Cabral garantiu que o texto — preparado pelo secretário
de Segurança Pública, José Mariano
Beltrame, com auxílio do secretário nacional
de Segurança Pública, Luiz Fernando de Souza
— será entregue ainda esta semana a Pires.
RESPOSTA
EM 15 DIAS
O
governo federal pediu 15 dias para analisar a proposta
e só então será anunciado o apoio.
“É perfeitamente possível a participação
das Forças Armadas, desde que determinada pelo
presidente da República, datada, pontual e acordada.
Com uma articulação, sem que transgridam
qualquer norma legal ou funcional das forças policiais
e da Justiça”, explicou Tarso Genro.
O
governador adiantou que os militares atuarão apenas
em “áreas especiais”, que seriam entroncamentos
das rodovias que ligam o centro urbano do Rio a outros
estados, como a Niterói-Manilha, a Rodovia Presidente
Dutra e a BR-040 (Rio-Petrópolis), além
do entorno das unidades militares.
A
cúpula das três Forças alegou na reunião
que em operações semelhantes houve problema
de duplo comando. Portanto, nos locais onde as tropas
se estabelecerem a liderança ficará a cargo
das Forças Armadas.
Fonte:
www.odia.com.br