Jardim
de rosas lembra vítimas de violência
Manifestantes "plantaram" na manhã de
ontem 1.300 rosas vermelhas na areia da praia de Copacabana
(Zona Sul da cidade), representando o número de
vítimas da violência no Rio este ano, segundo
o coordenador do movimento Rio de Paz, Antônio Carlos
Costa. O "Jardim da Morte", nome dado ao protesto,
chamou a atenção de quem passava pela orla.
O
movimento Rio de Paz já havia feito este ano duas
manifestações na praia de Copacabana. No
início de março, 700 cruzes foram fincadas
na areia para lembrar os mortos na cidade até a
data. No dia 7 de abril, em outro protesto, o número
de vítimas aumentou: mil pessoas, vestidas de preto,
deitaram no calçadão simbolizando corpos.
O
ato de ontem voltou a reunir parentes de vítimas
da violência, como os pais do menino João
Hélio, Rosa e Élson Vieites. O garoto morreu
ao ser arrastado, pelo cinto de segurança, por
sete quilômetros durante assalto ao carro de sua
mãe. Também participaram os pais da jovem
Gabriela Prado Ribeiro, Carlos Santiago e Cleyde Prado
Maia. A adolescente, aos 14 anos, morreu ao ser atingida
por uma bala perdida durante tiroteio no metrô do
Rio.
Jornalista
é assassinada em tentativa de assalto
A jornalista Regina Lúcia de Souza Vieira Santana,
de 37 anos, foi assassinada com pelo menos três
tiros na quarta-feira à noite, em uma tentativa
de assalto na Estrada das Capoeiras, em Campo Grande,
Zona Oeste do Rio. Ela dirigia um Pólo verde por
volta das 21 horas, quando foi abordada num sinal de trânsito
por dois homens em uma moto.
Assustada,
Regina acelerou o carro e foi baleada, segundo um policial
do Regimento de Polícia Montada (RPMont). Os criminosos
fugiram sem levar o carro e até o início
da noite de ontem não haviam sido presos. Segundo
o marido de Regina, ela tinha carteira de juíza
arbitral, mas não exercia a profissão.
Fonte:
www.tribunadaimprensa.com.br