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Ministro dos Esportes diz que herança do Pan para o Rio poderia ser maior


Esquema de segurança para os jogos foi anunciado durante visita da Odepa.
ONG quer sistema de cotas para quem trabalhar no Pan.

Do G1, no Rio
com informações da TV Globo

A Organização Desportiva Panamericana fez o segundo dia de visitas nas obras dos Jogos Pan Americanos nesta quinta-feira (1º). O ministro dos esportes, Orlando Silva, e o presidente do Comitê Organizador do Pan (CO-Rio), Carlos Arthur Nuzman, acompanharam o comitê nas vistorias ao Centro de Hipismo e aos estandes de tiro esportivo, em Deodoro (subúrbio), onde serão realizadas as provas de pentatlo, arco e flecha e hóquei sobre grama. Segundo o Ministério dos Esportes, que é responsável pelo complexo, tudo vai ficar pronto até o fim de maio, quase um ano depois do prazo. Apesar do atraso, a Odepa ficou satisfeita com o que viu. Na quarta (31), o comitê foi à arena poliesportiva do Autódromo a ao Maracanã.

O esquema de segurança para a competição também foi apresentado nesta quinta. A segurança no complexo esportivo de Deodoro será de responsabilidade exclusiva do exército brasileiro. Segundo o Comando Militar do Leste, serão mais de mil homens distribuídos pelos cem mil metros quadrados de área construída. O general Rui Serra diz que os militares que farão a segurança nas áreas dos torneios usarão armas não-letais e roupas de civis.

O ministro Orlando Silva também comentou sobre a herança fluminense do Pan e lamentou que não tenha havido mais recursos para áreas não esportivas. "Para o Rio, eu acredito que poderíamos ter tido um investimento um pouco mais preciso, sobretudo porque para que (o Rio) acalente o sonho olímpico, nós precisamos ter um sistema de transporte mais sofisticado", exeo ministro.

O dia começou com uma reunião a portas fechadas para discutir o andamento das obras. De tarde, o grupo seguiu para o estádio de remo da Lagoa (Zona Sul). Por impedimentos judiciais, a obra do estádio de remo começou mais tarde do que o previsto, mas segundo os organizadores, não preocupa. No início de abril, haverá uma prova de remo que será mais um teste para o Pan. A visita da Odepa termina nesta sexta-feira.

Cotas raciais para trabalhar nos Jogos

O ministro dos Esportes recebeu também uma sugestão para que os funcionários dos jogos sejam selecionados pela política de cotas raciais. A idéia é do presidente da ONG Educafro, Frei Davi dos Santos. Segundo Frei Davi, para seguir os índices do IBGE, 46% dos empregados no Pan deveriam ser descendentes de africanos e índios. O ministro orlando silva se entusiasmou pela idéia. “Recepcionar a todos os nossos visitantes do Pan com rosto indígena, rosto negro e eurodescendente é mostrar esse Brasil plural e bonito que temos aqui”, diz Frei Davi.

Além do ministro dos Esportes, representando o governo federal, a proposta das cotas nos jogos deverá ser levada também aos outros parceiros do Pan: a prefeitura, o governo do estado e o comitê organizador dos jogos.

 

Fonte: www.g1.com.br

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