Google
Earth: novas idéias para o Rio de Janeiro
Não
há mais como governar uma cidade sem acesso às
imagens instantâneas via satélite e a todas
as informações que estas imagens guardam.
Saúde, educação, transportes, equipamentos
comunitários, entretenimentos, parques, praias,
comunicações, todas estas informações
estão hoje guardadas em uma infinidade de gavetas,
em uma infinidade de órgão públicos,
municipais, estaduais e federais. Encontrá-las
é quase sempre um martírio. Produzi-las,
outro.
O
mais complicado de tudo isto é quando o usuário
pretende relacionar uma coisa com outra. Por exemplo:
saúde e transporte. Qual é o posto de saúde
mais perto de minha casa? Como chegar até lá?
Quê ônibus devo tomar? E escola? Aonde há
matrículas e para que séries? De escolas
públicas, estaduais e municipais, ou privadas?
Aonde posso encontrar a igreja de minha preferência?
Ainda
que neste novo mundo da informática o catálogo
telefônico já esteja sendo substituído
pelos portais da internet, a informação
pública, elemento fundamental para a democracia,
continua guardada nas gavetas da burocracia. E é
claro que isto leva tempo para ser transformado.
Mas
como a produção da informação
hoje já não é mais restrita apenas
a algumas mentes privilegiadas, podemos fazer. Se você
tem dúvidas, acesse o Google Earth ou a Wikipédia.
Em ambos os casos, a informação é
provida por centenas de milhares de pessoas que dia após
dia adicionam novas dados aos textos e mapas apresentados
por estas duas iniciativas. E mais, a custo zero para
o consumidor.
Permitir
que em cada órgão público existam
computadores disponíveis para que os cidadãos
possam saber, via internet, o que existe de serviços
em cada esquina pode ser o primeiro passo. Outras inovações
virão como conseqüência.
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Indio da Costa é deputado federal pelo Democratas